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Thursday, June 06, 2013

The right way








É bom que gostem de salsa pois é o que domina esta salada, ao contrário do bulgur que apenas está lá a dar um ar da sua graça. Segundo Yotam Ottolenghi, é esta a proporção correcta para um tabbouleh feito da maneira certa. Na minha adaptação segui as proporções mais ou menos à risca: mais 10g de bulgur, menos 100g de tomate, um pouco menos de azeite, substituí o allspice, porque não tenho em casa, por cominhos e coentros em pó.

A preparação dos ingredientes é o que vai demorar mais tempo nesta receita. Não caiam na tentação de usar o food processor, nem para o tomate e cebola, nem para as ervas, pois vai ficar tudo uma papa. Usem uma faca grande e bem afiada para ter melhores resultados.


Tabbouleh (receita ligeiramente adaptada da original de Yotam Ottolenghi)

100g de bulgur, já cozinhado
500g de tomate, sem semente, cortado aos cubinhos
2 cebolas pequenas, muito bem picadas
160g de salsa, muito bem picada
30g de folhas de hortelã, muito bem picada
4 c.sopa de sumo de limão
100ml de azeite
Sal
Uma pitada de cominhos e coentros em pó

Numa grande taça, junte todos os ingredientes. Sirva à temperatura ambiente. (fácil, não?!)

***

You better like parsley a lot because that is what prevails in this salad and not the bulgur. According to Yotam Ottolenghi, this is the right proportion for making tabbouleh the right way. In my recipe I adapted his's just a little bit: 10 more grams of bulgur, 100g less tomatoes, a bit less of olive oil, no allspice because I didn't have it at home and substituted for a pinch of ground cumin and ground coriander.

It's the preparation that's going to take more time in this recipe. Do not use the food processor to chop the tomatoes and the onions, neither the herbs, otherwise everything will turn out mushy. Instead, use a very big share knife for better results.


Tabbouleh (slightly adapted from Yotam's Ottolenghi recipe)

100g bulgur, cooked
500g tomatoes, deseeded, chopped into little pieces
2 small onions, finely chopped
160g parsley, very finely chopped
30g mint leaves, very finely chopped
4 tbsp lemon juice
100ml olive oil
salt
Pinch of ground cumin and coriander

Mix all the ingredients in a big bowl. Serve at room temperature. (very easy!)

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Tuesday, April 23, 2013

Weekdays vs Weekends



Há alturas em que acho que vivo para os fins-de-semana. É que não penso noutra coisa durante a semana a não ser tudo o que vou fazer no próximo sábado e domingo. Mas isso não significa que não aconteça nada de especial durante a semana ou que as minhas semanas sejam aborrecidas e cheias de obrigações de trabalho (há uns dias mais complicados, claro...!). Os dias de semana trazem-me rotina, mas no bom sentido: levanto-me, tomo as refeições e vou dormir mais ou menos à mesma hora, o que é bom para a sanidade mental e faz com que me sinta uma pessoa organizada. É também durante a semana que faço mais desporto: tenho aula de Padel às 2ºs e yoga duas vezes por semana (nos dias que me der mais jeito).  Apesar de não ver televisão, vejo séries com o m. Normalmente encontramo-nos depois do yoga e vemos dois episódios de uma das nossas séries preferidas: Game of Thrones, Breaking Bad e Homeland. Durante a semana também estudo para os dois cursos EdX que estou a tirar e preparo os posts aqui para o blog. 

***

There are times when I think I am living for the coming weekends. During weekdays I just can’t stop thinking about everything I‘m about to do next Saturday and Sunday. However, that doesn’t mean that nothing special happens during weekdays or that my weeks are particularly boring or filled with work obligations (there are a few complicated days though...!). In a good way, weekdays come hand in hand with routine: I wake up, have meals and go to bed more or less at the same time every day, which I find very good for my mental sanity and makes me feel organized. It is during weekdays that I do some sport activities: Padel class on Mondays and yoga twice a week (whenever I can). Although in general I don’t watch TV, I do watch TV series with m. We meet after yoga and we watch a couple of episodes of our favourite TV series: Game of Thrones, Breaking Bad and Homeland. During the week, I also study for the two EdX Courses I’m taking and prepare posts for the blog.


E, num abrir e fechar de olhos, já é fim-de-semana. E fim-de-semana é altura para tomar o pequeno-almoço fora, jogar um jogo de Padel logo pela manhã, conversar com a minha mãe, ir para a praia ou para Azeitão, cozinhar e fotografar muito, estar com amigos, dormir até tarde, almoçar à hora do lanche e jantar às onze da noite, ler revistas e livros, aproveitar uns minutos para não fazer nada, mesmo nada, olhar para o infinito, sonhar acordada com novas receitas (se bem que isso faço durante a semana também!).

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And suddenly the weekend arrives. And weekends are the perfect days to go out for breakfast, to play an early morning padel game, to talk with my mum, to go to the beach or to Azeitão, to cook and photograph, to be with friends, to sleep until late, to have lunch at tea time and dinner at eleven p.m., to read magazines and books, to take a few minutes and just do nothing, to look at the infinite and to daydream with new recipes (I do this during the week as well!).



Este fim-de-semana foi assim. Sexta-feira fomos jantar a casa de uns amigos, sábado de manhã tomámos o pequeno-almoço na Padaria Portuguesa e seguimos para o Clube de Padel para um jogo. Preparámos os sacos de fim-de-semana e fomos para Azeitão. Enquanto o m. estudava, eu dava passeios pela vila e apanhava flores. Lanchámos umas bruschetas de ricotta com tomate e morangos, temperadas com azeite e vinagre balsâmico. Jantámos cachorros quentes – não comia um cachorro quente há anos! – e vimos o filme The Hobbit. Bom, o m. viu e eu adormeci enroscada ao cobertor. No domingo de manhã comecei logo a cozinhar duas receitas de espargos, tarte de espargos e espargos com molho vinagrete e ovo cozido, que comemos ao almoço. E à tarde, estendi uma manta sobre o relvado, debaixo da sombra de uma das amendoeiras lá de casa, e fiquei a ler revistas, a descansar e a sonhar por umas horas.

***

This weekend was just like that. On Friday we had dinner at a friend’s house, Saturday morning we had breakfast at Padaria Portuguesa and went to Clube de Padel for a game. We packed our bags and went to Azeitão. While m. studied, I had a long walk in the village and picked some wild flowers. Around tea time, we had ricotta, tomato and strawberry bruschettas, seasoned with olive oil and balsamic vinegar. For dinner, we had hot dogs – I hadn’t eaten a hot dog for ages! – and late we saw the film The Hobbit. Well, m. saw it, I just felt asleep. On Sunday morning I cooked an asparagus tart and some asparagus with vinaigrette and hard boiled egg sauce that we ate for lunch. And on Sunday afternoon, I just laid on the lawn, under an almond tree, read magazines and books, rested and dreamt for a few hours. 





Espargos com molho vinaigrette à l’oeuf (adaptado do livro “French Provincial Cooking”)

Coza ao vapor meio molho de espargos verdes. Pique muito bem uma chalota ou um pedaço de cebola juntamente com uma colher de sopa de salsa. Junte 3 colheres de sopa de azeite, umas gotas de sumo de limão e tempere com sal e pimenta. Coza um ovo por 3 minutos, retire a gema e junte ao molho. Pique a clara do ovo e junte ao molho. Sirva sobre os espargos.

***

Asparagus with vinaigrette à l’oeuf sauce (adapted from the book “French Provincial Cooking”)

Steam half a bunch of asparagus. Chop very finely a small shallot or piece of onion with a tablespoon of parsley. Add 3 tablespoons of olive oil, a few drops of lemon juice and season with salt and pepper. Boil an egg for 3 minutes. Scoop the yolk and add it to the sauce. Chop the white and add it to the sauce. Serve the sauce with the asparagus.




Tarte de Espargos

Para a massa:
250g farinha
125g manteiga
1 gema de ovo
3 ou 4 c.sopa água fria

Para o recheio:
Meio a um molho de espargos, cozidos ao vapor
3 ovos
200ml de natas
1 c.sopa de salsa picada
Sal e pimenta a gosto

Trabalhe a farinha com a manteiga com a ponta dos dedos até obter uma mistura areada. Junte a gema e 3 c.sopa de água e misture com um garfo. Se achar necessário junte mais uma c.sopa de água. Una a massa numa bola com as mãos sem amassar em demasia. Enrole numa película aderente e reserve no frigorífico pelo menos durante uma hora. Estenda a massa sobre uma forma de tarte previamente untada e coloque novamente no frigorífico por mais uma hora. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Retire a forma do frigorífico, pique o fundo com um garfo e coloque uma folha de papel vegetal ou alumínio sobre a massa. Deite feijões secos sobre o papel e leve a massa ao forno por 20 minutos. Passados 20 minutos, retire os feijões e o papel e coza a massa por mais 10-15 minutos. Para o recheio, bata os ovos com as natas e tempere com sal e pimenta. Coloque os espargos sobre a massa e deite o líquido por cima. Polvilhe com a salsa picada e leve ao forno por 20-30 minutos ou até o recheio estar firme e dourado. Sirva a tarte morna ou à temperatura ambiente.

*** 

Asparagus tart

For the dough:
250g flour
125gr butter
1 egg yolk
3 to 4 tbsp cold water


For the filling:
Half to one bunch of asparagus, steamed
3 eggs
200ml cream
1 tbsp chopped parsley
Salt and pepper

Work the flour with the butter with your fingertips until the mixture reassembles breadcrumbs. Add the yolks and 3 tbsp water and mix with a fork. If you find it necessary add another tbsp of water. With your hands, make the dough into a ball without kneading too much. Wrap in cling film and set aside in the refrigerator for at least one hour. Roll out the dough on a greased tart form and place it back in the refrigerator for another hour. Preheat oven to 180 º C. Remove the tart from fridge, prick the bottom with a fork and place a sheet of parchment paper or foil over the dough. Spread dried beans on top of paper and blind bake the dough for 20 minutes. After 20 minutes, remove the beans and paper and bake for another 10-15 minutes. For the filling, beat the eggs with the cream and season with salt and pepper. Place the asparagus over the cooked dough and pour the liquid over the top. Sprinkle with chopped parsley and bake for 20-30 minutes or until the filling is firm and golden. Serve the tart warm or at room temperature.





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Saturday, February 09, 2013

Carrot & Cumin



“Carrot and cumin is a flavor pairing worth tattooing into your brain”, Mark Bittman


Não ter tempo de publicar todas as receitas que faço e fotografo é algo que normalmente me chateia, mas desta vez até está a ser conveniente. A verdade é que fiz estas cenouras há meses atrás e ainda não tinha tido a oportunidade de as partilhar convosco. Foi mais ou menos em Maio do ano passado, quando tive o prazer de ser convidada para um almoço convívio organizado pelo Prove de Alpiarça. O Prove, como praticamente todos sabem, é um projecto que associa pequenos produtores agrícolas e que os ajuda a escoar os seus produtos através da venda de cabazes de frutas e legumes. Se estiverem interessados, podem obter mais informação aqui:http://www.prove.com.pt/home

Bom, depois do maravilhoso e saudável almoço ao ar livre, ofereceram-me um saco cheio de cenouras. Mas mesmo cheio delas.

Cenoura é aquele vegetal que quase ninguém gosta mas que duma maneira ou de outra acaba por estar sempre no nosso prato sem nenhum destaque em especial: seja numa sopa de legumes, num arroz de cenoura, numa salada, ou como acompanhamento dum prato de peixe grelhado. Mas com tantas cenouras em mão eu tinha que lhes dar a importância de prato principal. E assim, assei um molho de cenouras com cominhos, tostados e moídos na altura, que servi com couscous, uma colher bem cheia de iogurte grego cremoso, uma mão cheia de amêndoas laminadas tostadas e um pouco de menta picada.

***


Not having time to post all the recipes I make and photograph is something that usually bothers me. But this time it was actually convenient. Truth is, I’ve roasted these carrots several months ago but hadn’t yet had the opportunity to share them with you. It was more or less in May last year, when I had the pleasure of being invited to a lunch organized by Alpiarça’s Prove. Prove is a project that gathers small farmers and help them sell their products by selling baskets of fruit and vegetables. If you’re interested, you can get more information here:http://www.prove.com.pt/home

Well, after a wonderful and healthy lunch outdoors, they offered me a bag of carrots. A big bag full of carrots.

Carrot is a vegetable that almost no one likes but in one way or another it always ends up on our plate without any highlighting in particular: on a vegetable soup, a carrot rice, a salad, or as an accompaniment to grilled fish. But with so many carrots in hand I had to give them the importance of a main course. And so I baked a bunch of carrots with cumin, freshly  toasted and ground, and served it with couscous, a spoon full of creamy Greek yogurt, a handful of toasted slivered almonds and bit of chopped mint.









Este post foi uma pequena pausa no relato da viagem! Ainda há muito que ver :)


***

This post was just a little break on the trip report! There's still many things to come :)



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Tuesday, September 18, 2012

Beringela recheada com caril de batata e molho Tzatziki \\ Aubergines stuffed with potato curry and Tzatziki sauce



Esta receita é adaptada de um dos meus livros preferidos de sempre: Potatos – from gnocchi to mash. E ultimamente este livro tem-me dado um jeitão. Quando, há umas semanas atrás, o m. me aparece em casa com uma saca (sim saca, daquelas tão pesadas que se levam ao ombro, tal qual agricultor) carregada de batatas, eu nem queria acreditar. Eu até gosto de batata mas não havia maneira de dar vazão àquela quantidade astronómica. Claro que dei algumas a uns amigos e família e, como é óbvio fartei-me de usar batatas nas nossas refeições. Uma das receitas que fiz foi então estas beringelas recheadas. A combinação é bastante interessante pois à primeira vista não nos passa pela cabeça juntar beringelas com batatas e com especiarias indianas. Mas desde a primeira vez que experimentei que fiquei completamente rendida. E hoje foi dia de fazer de novo e partilhá-la convosco. Introduzi uma pequena alteração ao molho que a receita original pedia: um molho de iogurte aromatizado com cominhos que eu alterei para um molho tipo tzatziki, com iogurte, pepino ralado e hortelã.


In English

This recipe is adapted from one of my favourite books ever: Potatos – from gnocchi to mash. And lately this book has been very useful. When a few weeks ago m. arrived home with a huge bag (as those that you carry on your shoulder, like a farmer) loaded with potatoes, I just couldn’t believe it. I like potatoes very much but there was no way I would be able to use up that entire amount. Obviously I gave some to a few friends and family, and I certainly made a lot of potato dishes. One of the recipes I made was these stuffed aubergines. This combination is quite interesting and it doesn’t really come to your mind putting together aubergines and potatoes with Indian spices. But since the first time I experienced that combination I was completely surrendered to it. And today I did it again and decided to share it with you. I’ve introduced a small change to the original recipe sauce: a yogurt sauce flavoured with cumin that I changed to a kind of tzatziki sauce with yogurt, grated cucumber and mint.




Beringelas recheadas com caril de batata e molho Tzatziki

2 beringelas
4 batatas, descascadas e cortadas em cubos de 1cm
4 c.sopa de azeite
1 c.sobremesa de cominhos
1 c.chá de curcuma
1 c.chá de coentros em pó
1 cebola, descascada e picada
2 dentes de alho, descascados e picados
1 c.chá de gengibre fresco ralado
1 chilli encarnado, picado
Sal a gosto
Sumo de 1 lima

Para o molho Tzatziki:
125gr de iogurte grego
1 pepino pequeno, sem casca nem sementes
1 mão-cheia de hortelã picada
Sal e azeite a gosto




Pré-aqueça o forno a 200ºC. Corte as beringelas ao meio no sentido longitudinal. Com a ajuda de uma colher, retire a polpa e corte-a em pedaços com 1,5cm. Polvilhe o interior das beringelas com sal e deixe repousar durante 30 minutos sobre um escorredor (com o lado da casca para cima). Entretanto, coloque um tacho ao lume com água fria e sal e coza as batatas durante 10 minutos (contados após a água ferver). Escorra as batatas e deixe arrefecer. Passe as beringelas por água e limpe bem com papel absorvente. Coloque as beringelas com ao corte virado para cima num tabuleiro, deite um fio de azeite (2 c.sopa) por cima e leve ao forno durante 15-20min.
Aqueça as restantes 2 c.sopa numa frigideira grande e salteie a cebola, o alho, o gengibre, o chilli e as especiarias durante 5 minutos. De seguida adicione os cubos de beringela e salteie durante mais 5 minutos. Junte os cubos de batata e salteie tudo por mais 5 minutos ou até as batatas estarem douradas. Retire do lume e esprema o sumo da lima por cima. Ajuste o sal se necessário.
Recheie as beringelas com o caril de batata e leve novamente tudo ao forno durante mais 10 minutos.
Prepare o molho Tzatziki começando por ralar o pepino e escorre-lo muito bem. Depois misture o pepino com o iogurte, a hortelã e um fio de azeite. Tempere com um pouco de sal.
Sirva as beringelas recheadas com o molho Tzatziki.



In English

Aubergines stuffed with potato curry and tzatziki sauce

2 aubergines
4 potatoes, peeled and cut into 1cm cubes
4 tbsp olive oil
1 tbsp cumin
1 tsp turmeric
1 tsp ground coriander
1 onion, peeled and chopped
2 cloves of garlic, peeled and chopped
1 tsp grated fresh ginger
1 red chilli, chopped
Seasoning
Juice of 1 lime

For the sauce Tzatziki:
125gr of Greek yogurt
1 small cucumber, peeled and deseeded
1 handful of mint, chopped
Salt and olive oil to taste



Preheat oven to 200 º C. Cut the aubergines in half lengthways. With the help of a spoon, remove the flesh and cut into 1.5 cm pieces. Sprinkle the inside of aubergines with salt and let stand for 30 minutes on a colander (cut side down). Meanwhile, place a pan on the stove with cold water and salt and cook the potatoes for 10 minutes (after the water boils). Drain the potatoes and let cool. Rinse the aubergines and wipe well with kitchen paper. Put the aubergines cut side up on a tray, pour a little olive oil (2 tbsp) on top and bake for 15-20min.

Heat the remaining 2 tbsp in a large skillet and sauté the onion, garlic, ginger, chilli and spices for 5 minutes. Then add the diced aubergines and sauté for another 5 minutes. Add the potato cubes and stir it for 5 minutes or until the potatoes are golden. Remove from the heat and squeeze the juice of lime on top. Adjust salt if necessary.

Fill the aubergines with the potato curry and return to the oven for another 10 minutes.
Prepare the Tzatziki sauce by grating the cucumber and pressing it well so that all the water is removed. Then mix the yogurt with the cucumber, mint and a drizzle of olive oil. Season it with salt.
Serve the stuffed aubergines with the Tzatziki sauce.




Dica Naturopatia by Maria \\ Tip Naturopatia by Maria



É sem dúvida um vegetal para consumir no Verão. Com um elevado nível de água e potássio, e com muito poucas calorias, o pepino é um dos alimentos ideais para incluir em dietas para baixar de peso, mas também para aquelas pessoas que bebem pouca água, uma vez que é um vegetal altamente hidratante.


Alguma pessoas com o estômago mais sensível podem sentir dificuldade em fazer uma digestão correcta quando consomem pepino. Nestes casos, aconselho que o consumam sem a casca.




It is certainly a vegetable to eat in the summer with a high level of potassium and water, and with very few calories, cucumber is an ideal food to include in diets for weight loss, but also for those people who drink little water since it is a highly moisturizing plant.
Some people with sensitive stomach may experience difficulty in making a correct digestion when consuming cucumber. In these cases, I advise consuming it peeled.



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Monday, August 06, 2012

Pela Costa Vicentina até Sagres – Parte II


Depois de algumas voltas mal dadas até encontrar a praia da Ponta Ruiva, passei o dia inteirinho a vegetar na areia. Dei um mergulho só para refrescar e foi ouvir música o dia inteiro, sentir a brisa no corpo, mexer na areia quente e respirar o ar limpo, fresco e húmido da beira-mar.


Aproveitei alguns minutos para escrever e (re)criar mentalmente uma receita inspirada na pizza que tinha jantado no dia anterior, no restaurante Pizza Pazza, na Aldeia de Pedralva,  e que tinha sido o meu almoço nesse dia.


Para além de não ter jeito nenhum para fazer massa de pizza, também não gosto de comprar bases de pizza já feitas no supermercado. Então lembrei-me de transformar a pizza do jantar da noite anterior, uma pizza de massa bem fina chamada Tarzan & Jane, com molho de tomate, queijo mozzarella, pimentos e cebola cortados bem fino, milho, espinafres, beringela e ervas aromáticas, numa quesadilla.



As quantidades são um pouco a olho e a receita resume-se a aquecer bem uma frigideira tipo grelha, espalhar um pouco de polpa de tomate numa tortilha tipo mexicana (ou wrap), cubrir de queijo mozzarella ralado e salpicar com cenoura e courgette ralada (eu substituí a beringela por courgette pois cozinha mais facilmente), espinafres cozidos, milho, cebola e pimentos verdes e encarnados em cortados em fatias bem finas, cebolinho, manjericão e salsa picados, mais queijo mozzarella e outra tortilha também barrada com polpa de tomate. Deixar cozinhar bem dos dois lados, até o queijo estar derretido e as tortilhas estarem douradas e estaladiças. Depois é só retirá-las do lume, cortar em pedaços e servir polvilhadas de mais ervas aromáticas picadas.


Dica Naturopatia by Maria

A cenoura é um alimento excelente do ponto de vista nutricional, pela sua riqueza em vitaminas e minerais.
E por muito que pareça um cliché, é de facto benéfica para a nossa visão, pela riqueza em beta-carotenos (que ao serem absorvidos pelo nosso corpo são transformados em vitamina A). Por esta razão, é também aconselhável o seu consumo no Verão, uma vez que os beta-carotenos funcionam como um "protector solar interno" para a nossa pele.
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Wednesday, June 20, 2012

Potage crème de petits pois


E a Elizabeth David continua assim: “Those who claim not to be able to taste the difference between frozen and fresh peas will perhaps find it instructive to try this dish. Not that a very excellent soup cannot be made with frozen peas, but when fresh peas are at the height of their season, full grown but still young and sweet, the difference in intensity of flavour and scent is very marked indeed”. Digo-vos que gosto muito deste livro. As receitas são fiáveis, simples e clássicas, não há cá reduções esquisitas nem fusões intercontinentais, é a mais pura da culinária francesa. As dicas são preciosas e interessantes, dão mesmo vontade de seguir, a sério.

Adoraria ter feito o que ela sugere, mas fiquei sem paciência (lá está a paciência a arruinar as coisas aqui no blog) de abrir as cascas e retirar todos aqueles baguinhos verdinhos e rendi-me às ervilhas congeladas! Fica a foto de algumas vagens só para dar um arzinho da sua graça.



Ora, as ervilhas devem ser o “vegetal” (tecnicamente é uma leguminosa mas para simplificar o que quero dizer chamo-lhes vegetal) menos gostado, até mesmo não suportado por muitas pessoas. A minha Tia I. detesta, o meu irmão idem, o m. e outros amigos meus não levam uma ervilha à boca.

Mas uma sopa de ervilhas muda completamente este cenário. Esta sopa é extremamente cremosa e aveludada, algo que se consegue não só pela textura da própria ervilha, que é pastosa e algo farinhenta, mas também por passar toda a sopa após cozinhada por um passador fino.

Experimentem só servir esta sopa a alguém que não goste de ervilhas e não lhe digam nada. No geral nem sequer se vão aperceber ao que sabe e nem sonham que serão ervilhas. Mas vão gostar, comer, e quem sabe até chorar por mais. O que me leva a concluir muito rapidamente e sem mais reflexão que o que as pessoas não gostam não é do sabor das ervilhas mas sim de ver o seu arroz imaculadamente branco salpicado ou os seus ovos escalfados perdidos num mar de bolinhas verdes.



Quanto a esta receita propriamente dita, eu reduzi a quantidade de manteiga drasticamente porque tenho que cuidar do meu colesterol, por muito que a Elizabeth jure que meia chávena bem cheia de manteiga é que era o ideal, e “aportuguesei” a receita com uma mistura de manteiga e azeite.


Creme de ervilhas (receita adaptada do livro French Provincial Cooking)

400gr de ervilhas frescas (ou seja 1 pacote de ervilhas congeladas durante qualquer outro mês sem ser Maio, quando de facto há ervilhas frescas à venda...)
1 coração de uma alface, cortado em tiras finas
1 c.sopa de manteiga
2 c.chá de sal
1 pitada de açúcar
Água qb
1 fio de azeite no final

Num tacho derreta a manteiga e salteie a alface. Junte as ervilhas e os temperos. Deixe cozinhar por 10 minutos com a tampa fechada. Junte a água e deixe cozer as ervilhas até estarem tenras. Triture tudo com a varinha mágica ou no copo triturador. De seguida passe por um passador fino e volte a aquecer no tacho, juntando o fio de azeite e mexendo bem. Ajuste o tempero de necessário. Pode servir a sopa assim ou juntar um pouco de sour cream e folhinhas de hortelã.


Dica Naturopatia by Maria
As ervilhas, tal como as restantes leguminosas, são ricas em fibra, mas sobretudo destacam-se pela riqueza nas vitaminas do grupo B, principalmente a B1, que é essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso.
Um dado curioso sobre a ervilha é que é um alimento rico em proteína (interessante para vegetarianos ou pessoas que comem pouca proteína animal), mas este nível proteico varia, dependendo se consumimos as ervilhas frescas (6% ) ou secas (22%). Nota: para assimilar bem a proteína das leguminosas lembrem-se de ingerir na mesma refeição algo de cereal (arroz, pão, massa, etc).


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Friday, May 25, 2012

Wraps de salmão fumado e de tomate


Este post é para responder a um pedido de uma leitora aqui do blog que pediu umas receitas de wraps. Ora, receitas de wraps, tal como receitas para sandwiches, bruschetas e saladas, caiem numa categoria de receitas que eu adoro, particularmente nos últimos tempos: receitas que não precisam de receita.

Seria de esperar, para alguém que escreve um blog sobre comida, que o “pecado” mais óbvio de se cometer seria o da gula. Mas não. Por aqui sofre-se mesmo é de preguiça. (E de que maneira…!) Mas quanto a isso vou, para já, seguir o conselho da S. e esperar que a inspiração, a vontade e a paciência surjam de novo, de preferência brevemente, e tragam mais posts aqui para o blog!

Assim sendo, receitas simples, sem precisão de quantidades e sem muitos ingredientes estão na ordem do dia. Para os recheios, dou aqui duas opções: uma de salmão fumado, pepino e rebentos de bróculos e outra de tomate cherry, seco e rúcula, ambas com queijo creme.


Uma alternativa ao wrap que eu adoro, usando mais ou menos os mesmos ingredientes, são as quesadillas. Em vez de se enrolar o recheio, ele fica no meio de duas tortilhas, que por sua vez são aquecidas e cortadas em quatro partes. O resultado é tão mais delicioso quanto mais quantidade de queijo tiver a quesadilla (neste caso, além do queijo creme deve-ser usar queijo mozzarella, ou outro, ralado). Podem ver uma receita aqui.


O wrap mais comum é mesmo o que usa a base da tortilha, mas o conceito é enrolar um recheio à escolha numa base também à escolha. Isto significa que podem fazer um wrap com uma base de crepe ou até com uma folha de alface!


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Sunday, April 01, 2012

Eating the rainbow


Há uns dias atrás partilhei no FB um artigo que gostei muito do site wholeliving. Era sobre comer alimentos das cores do arco-íris e quais as particularidades nutricionais que podemos encontrar em cada tipo de cor.

Eu tenho uma fixação pela cor verde. Acho que a minha alimentação só é verdadeiramente equilibrada se tiver ingerido nesse dia um alimento verde - vale beber um mojito ;). E também descobri que tendencialmente não gosto de misturar muitas cores no mesmo prato, mais por uma questão estética do que outra coisa. Enfim, cada um tem as suas manias!

Daí que este artigo tenha tido um especial impacto sobre mim, pois para cada cor do arco-íris era dada uma receita só dessa cor. Decidi experimentar logo a primeira: pasta com molho de beterraba e ricotta. Ficou ótimo! Quem gosta de beterraba vai-se deliciar com esta massa, que também leva tomate seco ao sol e nozes picadas. Tanto o tomate como as nozes suavizam o sabor a “terra” e doce da beterraba e o queijo ricotta dá um toque fresco e cremoso ao prato. A quantidade de beterraba da receita original pareceu-me um pouco exagerada. Eu usei cerca de um terço da quantidade e deu mais ou menos para três porções. E usei beterraba já cozinhada, em vez de assá-la no forno. Sigam a receita original aqui.



Depois de me aventurar na beterraba, tive, claro está, que seguir para os verdes. Fiz um creme de courgette, bróculos e coentros que o m. adorou. Ficou um creme mais para o líquido, tanto que dava para beber perfeitamente por uma chávena, mas muito verdinho e aromático graças à adição dos coentros mesmo à última da hora.


Creme de courgette, bróculos e coentros

1 courgette média, cortada aos pedaços
1 ramo de bróculos, também cortado em raminhos mais pequenos
1 dente de alho
1 c.sopa de azeite
Sal a gosto
Água quente q.b.
1 mão-cheia de coentros

Num tacho grande salteie no azeite a courgette, os bróculos e o alho. Cubra os vegetais com água quente e tempere tudo com uma pitada de sal. Deixe os vegetais cozerem mas não demasiado. Quando sentir que os vegetais estão cozidos e prontos a serem passados com a varinha, junte os coentros e retire do lume. Triture tudo muito bem e sirva.



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