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Thursday, May 16, 2013

Galette de morangos & mirtilos \\ Strawberries & blueberries galette



Têm algum fruto silvestre preferido? Eu tenho uma predilecção por mirtilos. Então em bolos, adoro! Gosto da maneira como "explodem" dentro da massa e como tudo à volta fica roxo, doce e sumarento. 
E desde que fiz estes scones, também fiquei adepta de cozinhar com morangos - que até essa altura preferia ao natural. 
Desta vez, juntei os dois numa galette, que é uma espécie de tarte rústica, espalmada. 

***

Do you have a favorite berry? My favorites are blueberries. I love them in cakes! I like the way they kind of explode inside the dough and how they leave everything purple, sweet and juicy.
And since I've made these scones, I've also became very keen on cooking with strawberries - until that time I'd preferred to eat them raw.

This time, I've put them together in a galette, which is a kind of rustic, freeform, flat tart.





Galette de morangos & mirtilos (adaptada daqui)

Para a massa:
1 1/2 chávena de farinha de espelta
1/2 chávena de óleo de côco, sólido
1 c.sopa sementes de papoila
1 pitada de sal
1/4 chávena de água bem fria
1 c.sopa de mel

Para o recheio:
1 chávena de morangos cortados ao meio
1/2 chávena de mirtilos
2 c. sopa de mel
1/3 vagem de baunilha
1 c.sopa de farinha de espelta

Numa tigela misture a farinha, as sementes de papoila e o sal. Junte o óleo de côco e com a ponta dos dedos una o óleo à farinha, até a massa parecer areada. Junte a água e o mel e forme uma bola. Guarde a massa no frigorífico, durante 30 minutos, enquanto prepara os frutos e pré-aquece o forno a 180ºC. Misture o mel com  as sementes e a vagem de baunilha e junte os morangos e os mirtilos. Polvilhe com a farinha e mexa suavemente. Estenda a massa sobre uma folha de papel vegetal e coloque no centro os frutos. Dobre as bordas sobre os frutos e leve ao forno por 30 minutos. Sirva a galette morna ou à temperatura ambiente.

***

Strawberries & blueberries galette (adapted from here)

For the dough:
1 1/2 cups spelt flour
1/2 cup coconut oil, solid
1 tbsp poppy seeds
1 pinch of salt
1/4 cup iced water
1 tbsp honey

For the filling:
1 cup strawberries, cut in half
1/2 cup blueberries
2 tbsp honey
1/3 vanilla pod
1 tbsp spelt flour

In a bowl mix the flour, poppy seeds and salt. Add the coconut oil and with your fingertips work the dough until it reassembles breadcrumbs. Add the water and honey and form a ball. Put the dough in the refrigerator for 30 minutes while preparing the fruits and preheat oven to 180°C. Mix the honey with the seeds of the vanilla pod (add the pod as well) and add the strawberries and blueberries. Sprinkle with flour and stir gently. Roll out the dough on a sheet of parchment paper and place the fruit  in the center. Fold the edges over the fruit and bake for 30 minutes. Serve the galette warm or at room temperature.

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Tuesday, April 23, 2013

Weekdays vs Weekends



Há alturas em que acho que vivo para os fins-de-semana. É que não penso noutra coisa durante a semana a não ser tudo o que vou fazer no próximo sábado e domingo. Mas isso não significa que não aconteça nada de especial durante a semana ou que as minhas semanas sejam aborrecidas e cheias de obrigações de trabalho (há uns dias mais complicados, claro...!). Os dias de semana trazem-me rotina, mas no bom sentido: levanto-me, tomo as refeições e vou dormir mais ou menos à mesma hora, o que é bom para a sanidade mental e faz com que me sinta uma pessoa organizada. É também durante a semana que faço mais desporto: tenho aula de Padel às 2ºs e yoga duas vezes por semana (nos dias que me der mais jeito).  Apesar de não ver televisão, vejo séries com o m. Normalmente encontramo-nos depois do yoga e vemos dois episódios de uma das nossas séries preferidas: Game of Thrones, Breaking Bad e Homeland. Durante a semana também estudo para os dois cursos EdX que estou a tirar e preparo os posts aqui para o blog. 

***

There are times when I think I am living for the coming weekends. During weekdays I just can’t stop thinking about everything I‘m about to do next Saturday and Sunday. However, that doesn’t mean that nothing special happens during weekdays or that my weeks are particularly boring or filled with work obligations (there are a few complicated days though...!). In a good way, weekdays come hand in hand with routine: I wake up, have meals and go to bed more or less at the same time every day, which I find very good for my mental sanity and makes me feel organized. It is during weekdays that I do some sport activities: Padel class on Mondays and yoga twice a week (whenever I can). Although in general I don’t watch TV, I do watch TV series with m. We meet after yoga and we watch a couple of episodes of our favourite TV series: Game of Thrones, Breaking Bad and Homeland. During the week, I also study for the two EdX Courses I’m taking and prepare posts for the blog.


E, num abrir e fechar de olhos, já é fim-de-semana. E fim-de-semana é altura para tomar o pequeno-almoço fora, jogar um jogo de Padel logo pela manhã, conversar com a minha mãe, ir para a praia ou para Azeitão, cozinhar e fotografar muito, estar com amigos, dormir até tarde, almoçar à hora do lanche e jantar às onze da noite, ler revistas e livros, aproveitar uns minutos para não fazer nada, mesmo nada, olhar para o infinito, sonhar acordada com novas receitas (se bem que isso faço durante a semana também!).

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And suddenly the weekend arrives. And weekends are the perfect days to go out for breakfast, to play an early morning padel game, to talk with my mum, to go to the beach or to Azeitão, to cook and photograph, to be with friends, to sleep until late, to have lunch at tea time and dinner at eleven p.m., to read magazines and books, to take a few minutes and just do nothing, to look at the infinite and to daydream with new recipes (I do this during the week as well!).



Este fim-de-semana foi assim. Sexta-feira fomos jantar a casa de uns amigos, sábado de manhã tomámos o pequeno-almoço na Padaria Portuguesa e seguimos para o Clube de Padel para um jogo. Preparámos os sacos de fim-de-semana e fomos para Azeitão. Enquanto o m. estudava, eu dava passeios pela vila e apanhava flores. Lanchámos umas bruschetas de ricotta com tomate e morangos, temperadas com azeite e vinagre balsâmico. Jantámos cachorros quentes – não comia um cachorro quente há anos! – e vimos o filme The Hobbit. Bom, o m. viu e eu adormeci enroscada ao cobertor. No domingo de manhã comecei logo a cozinhar duas receitas de espargos, tarte de espargos e espargos com molho vinagrete e ovo cozido, que comemos ao almoço. E à tarde, estendi uma manta sobre o relvado, debaixo da sombra de uma das amendoeiras lá de casa, e fiquei a ler revistas, a descansar e a sonhar por umas horas.

***

This weekend was just like that. On Friday we had dinner at a friend’s house, Saturday morning we had breakfast at Padaria Portuguesa and went to Clube de Padel for a game. We packed our bags and went to Azeitão. While m. studied, I had a long walk in the village and picked some wild flowers. Around tea time, we had ricotta, tomato and strawberry bruschettas, seasoned with olive oil and balsamic vinegar. For dinner, we had hot dogs – I hadn’t eaten a hot dog for ages! – and late we saw the film The Hobbit. Well, m. saw it, I just felt asleep. On Sunday morning I cooked an asparagus tart and some asparagus with vinaigrette and hard boiled egg sauce that we ate for lunch. And on Sunday afternoon, I just laid on the lawn, under an almond tree, read magazines and books, rested and dreamt for a few hours. 





Espargos com molho vinaigrette à l’oeuf (adaptado do livro “French Provincial Cooking”)

Coza ao vapor meio molho de espargos verdes. Pique muito bem uma chalota ou um pedaço de cebola juntamente com uma colher de sopa de salsa. Junte 3 colheres de sopa de azeite, umas gotas de sumo de limão e tempere com sal e pimenta. Coza um ovo por 3 minutos, retire a gema e junte ao molho. Pique a clara do ovo e junte ao molho. Sirva sobre os espargos.

***

Asparagus with vinaigrette à l’oeuf sauce (adapted from the book “French Provincial Cooking”)

Steam half a bunch of asparagus. Chop very finely a small shallot or piece of onion with a tablespoon of parsley. Add 3 tablespoons of olive oil, a few drops of lemon juice and season with salt and pepper. Boil an egg for 3 minutes. Scoop the yolk and add it to the sauce. Chop the white and add it to the sauce. Serve the sauce with the asparagus.




Tarte de Espargos

Para a massa:
250g farinha
125g manteiga
1 gema de ovo
3 ou 4 c.sopa água fria

Para o recheio:
Meio a um molho de espargos, cozidos ao vapor
3 ovos
200ml de natas
1 c.sopa de salsa picada
Sal e pimenta a gosto

Trabalhe a farinha com a manteiga com a ponta dos dedos até obter uma mistura areada. Junte a gema e 3 c.sopa de água e misture com um garfo. Se achar necessário junte mais uma c.sopa de água. Una a massa numa bola com as mãos sem amassar em demasia. Enrole numa película aderente e reserve no frigorífico pelo menos durante uma hora. Estenda a massa sobre uma forma de tarte previamente untada e coloque novamente no frigorífico por mais uma hora. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Retire a forma do frigorífico, pique o fundo com um garfo e coloque uma folha de papel vegetal ou alumínio sobre a massa. Deite feijões secos sobre o papel e leve a massa ao forno por 20 minutos. Passados 20 minutos, retire os feijões e o papel e coza a massa por mais 10-15 minutos. Para o recheio, bata os ovos com as natas e tempere com sal e pimenta. Coloque os espargos sobre a massa e deite o líquido por cima. Polvilhe com a salsa picada e leve ao forno por 20-30 minutos ou até o recheio estar firme e dourado. Sirva a tarte morna ou à temperatura ambiente.

*** 

Asparagus tart

For the dough:
250g flour
125gr butter
1 egg yolk
3 to 4 tbsp cold water


For the filling:
Half to one bunch of asparagus, steamed
3 eggs
200ml cream
1 tbsp chopped parsley
Salt and pepper

Work the flour with the butter with your fingertips until the mixture reassembles breadcrumbs. Add the yolks and 3 tbsp water and mix with a fork. If you find it necessary add another tbsp of water. With your hands, make the dough into a ball without kneading too much. Wrap in cling film and set aside in the refrigerator for at least one hour. Roll out the dough on a greased tart form and place it back in the refrigerator for another hour. Preheat oven to 180 º C. Remove the tart from fridge, prick the bottom with a fork and place a sheet of parchment paper or foil over the dough. Spread dried beans on top of paper and blind bake the dough for 20 minutes. After 20 minutes, remove the beans and paper and bake for another 10-15 minutes. For the filling, beat the eggs with the cream and season with salt and pepper. Place the asparagus over the cooked dough and pour the liquid over the top. Sprinkle with chopped parsley and bake for 20-30 minutes or until the filling is firm and golden. Serve the tart warm or at room temperature.





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Sunday, November 21, 2010

Apple Pie


Nesta semana os americanos celebram o Thanksgiving day e a blogosfera está cheia de receitas alusivas ao dia. Eu não costumo celebrar, com pena, porque não gosto de perder uma oportunidade de comer peru assado, stuffing e montes de vegetais saborosos, mas não consigo ficar indiferente a este ritual totalmente americano. Os sabores do Thanksgiving day são simplesmente inspiradores. Parece que todos os ingredientes do Outono vão para mesa: temos a abóbora, em sopas, purés, gratinados, doces, temos a maçã em recheios de peru, sobremesas e molhos, temos os vegetais do tempo frio como as couves, de Bruxelas, roxas, ou outras, salteadas com frutos secos, cranberries, pecans, nozes, amêndoas, temos as cenouras (aqui, aqui e aqui!), as batatas, doces ou normais, as castanhas e as uvas.

Vejam este link da secção de Dining & Wine do NYTimes e fiquem a salivar!

Mas acima de tudo, a altura do Thanksgiving day, falando obviamente apenas no âmbito culinário, é uma altura para comer tartes. Tartes! O tipo de sobremesa que eu mais gosto de fazer e de comer. Esqueçam os cupcakes e os macarons. Haverá algo mais reconfortante do que comer uma bela fatia de tarte? Seja ela rústica ou delicada, mais ou menos saudável, a tarte é A sobremesa.


Acerca desta tarte em particular, a receita é baseada numa tarte de maçã do Jamie Oliver. A massa da tarte é bastante delicada e tem tendência a ficar presa à bancada. Não desesperem, tenham paciência, é mesmo assim. Já tentei com outro tipo de massa, mais fácil de se trabalhar, mas o resultado final não é tão bom. Decidi dar aroma de baunilha à massa e digo-vos que fica perfeita. Mas já sabem, usem extracto de baunilha e não essência. Relativamente às maçãs, podem usar o tipo de maçã que quiserem. Quem gostar de um sabor mais ácido recomendo sem dúvida que use maçãs granny smith, são as minhas preferidas para esta tarte. Mas também podem usar maçãs reineta ou uma mistura de variedades. Nas especiarias, dêem asas à vossa imaginação. Eu usei gengibre fresco e em pó, canela e noz moscada.


Apple pie

Para a massa:
240gr de farinha
140 gr de manteiga
80gr de açúcar amarelo
1 c.chá de extracto de baunilha
1 gema
Água fria
1 gema ovo com um pouco de leite para pincelar a massa

Para o recheio:
7 ou 8 maçãs, cortadas aos quartos, descascadas e sem caroço
2 c.sopa açúcar amarelo
1 c.sopa de manteiga
Raspa de 1 limão
Sumo de ½ limão
1 c.chá de canela em pó
1 c.chá de gengibre em pó
1 c.sopa de gengibre fresco
Uma pitada de noz moscada ralada
½ chávena de sultanas

Para a massa, junte a farinha, o açúcar, a manteiga e a baunilha. Quando a aparência da massa for semelhante a uma espécie de crumble, junte a gema e uma colher de sopa de água fria (se achar que a massa está muito seca, junte mais um pouco de água). Deite a massa por cima da bancada da cozinha e una até formar uma bola (não amasse a massa). Cubra com papel aderente ou com um pano húmido e coloque no frigorífico enquanto prepara o recheio. Leve ao lume todos os ingredientes do recheio e deixe cozinhar durante 10 minutos. Deixe arrefecer totalmente. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma de tarte e estenda metade da massa. Deite o recheio e cubra com a outra metade da massa, apertando as bordas de modo a que a tarte fique selada. Faça pequenas incisões no topo da tarte, pincele com uma gema de ovo e leve ao forno, na prateleira de baixo, durante 40 minutos. Sirva a tarte morna ou à temperatura ambiente.


Nota pós-publicação: estava um bocado a dormir ontem quando fiz este post (!) e enganei-me na quantidade de maçãs. Na realidade são 5 ou 6 de tamanho médio para esta quantidade de massa.

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Monday, October 12, 2009

Mini tartes de requeijão e espinafres


Depois do fim-de-semana do feriado, cheio de chuva, queria começar a fazer assados, estufados e sopas generosas, mas com o calor que tem estado, tive que optar por algo mais leve.

Estas mini tartes têm como base massa Filo que, apesar de não ser das minhas massas preferidas, é bastante versátil e fácil de utilizar. Esta massa vem em placas muito finas e delicadas, com o tamanho aproximado de uma folha de papel A3 e, no final, o resultado fica extremamente leve e estaladiço.


(10 a 12)Mini tartes de requeijão e espinafres
2 pacotes de espinafres frescos
1 requeijão
4 c.sopa de pinhões
2 c.sopa de manjericão picado
Azeite, sal e pimenta
1 pacote de massa filo
Manteiga derretida qb

Pré-aqueça o forno a 170ºC e unte 10-12 formas de queques. Numa frigideira, toste ligeiramente os pinhões e reserve numa tigela. De seguida, aqueça um pouco de azeite na mesma frigideira e salteie os espinafres até terem reduzido de volume e estarem cozinhados. Escorra bem algum líquido que se tenha formado nesta cozedura e pique bem os espinafres. Numa tigela, esfarele o requeijão com a ajuda de um garfo, junte os espinafres picados, os pinhões e o manjericão. Tempere a gosto com sal, pimenta e um fio de azeite. Utilize uma folha de massa por cada tarte, cortada em 6 a 8 pedaços. Pincele cada pedaço com manteiga derretida e vá sobrepondo-os, um a um, sobre as formas . Distribua o recheio sobre a massa já nas formas e leve ao forno durante 15 a 20 min. Deixe arrefecer um pouco antes de servir.

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Saturday, September 19, 2009

Tarte de peras e mirtilos


Sim, adoro fazer tartes, já vos tinha dito. Todos os sabores, todos os feitios, delicadas ao estilo francês ou robustas ao estilo americano, fazê-las é um verdadeiro prazer, comê-las então… sem palavras!



A combinação de frutas tipo maçãs ou neste caso peras com frutos silvestres é uma das minhas preferidas, e tudo bem quentinho e aconchegado numa massa de tarte é perfeito para me confortar numa tarde de princípio de Outono, quando o tempo já não está assim tão quente e umas nuvens acinzentadas indiciam as primeiras chuvas.




Tarte de pera e mirtilos

Para a massa:
450gr de farinha
200gr de manteiga
100gr de açúcar em pó
Raspa de um limão
2 ovos, ligeiramente batidos + 1 ovo para pincelar
1 c. sopa de leite


Para o recheio:
1,5kg de peras, sem casca e cortadas aos quartos
125gr de mirtilos
3 c.sopa de açúcar
1 c.sobremesa de gengibre ralado
25gr de manteiga

Numa tigela bem grande peneire a farinha e o açúcar. Junte a manteiga aos pedaços e misture tudo com os dedos até ficar com uma aparência “areada”. Junte os ovos e o leite e amasse apenas o suficiente para toda a massa ficar unida numa bola. Embrulhe bem a massa e leve ao frigorífico durante 30 min no mínimo. Entretanto, num tacho, derreta a manteiga e junte as peras, o gengibre e o açúcar e deixe cozinhar durante 15 a 20 min, mexendo de vez em quando. Mesmo antes de retirar do lume, junte os mirtilos, mexa com cuidado e reserve. Pré-aqueça o forno a 180ºC e coloque a grelha numa posição abaixo da do meio. Estenda 2/3 da massa e coloque sobre a forma, seguida da fruta. Com o último ovo, pincele as bordas generosamente e disponha o restante 1/3 da massa, já estendida, por cima da fruta, aconchegando tudo muito bem. Pressione as bordas da tarte, retirando o excesso de massa. Pincele novamente com ovo toda a tarte e polvilhe com um pouco de açúcar. Faça uns pequenos cortes na massa antes de a por no forno (imprescindível para deixar sair o vapor que se formará durante a cozedura), durante 30 min. Sirva morno tal como está ou com molho de baunilha frio (o do Ikea é excelente!!)

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Monday, July 27, 2009

Tarte de pêssegos, pêras e cerejas e Farfalle com atum, pimentos e espinafres

Eu sei que estou em falta. Por isso, no sábado quando acordei disse para mim mesma “Hoje tenho que cozinhar!”. E assim foi. Tarte de pêssegos, pêras e cerejas e Farfalle com atum, pimentos e espinafres.


Já há uns dias que andava a “namorar” a receita de tarte de pêssegos com crème fraîche do site Smitten Kitchen, quando, na terça passada, a mãe do N. me apareceu aqui em casa com pêssegos, alperces, cerejas e pêras, todos bem maduros, para comer "rapidamente". Os alperces, comi-os logo e a um dos pêssegos também não consegui resistir, mas tudo o resto foi para dentro da tarte. E digo-vos que ficou bem boa: a massa é muito rústica, a combinação de frutas é maravilhosa, e é sempre uma surpresa qual das frutas é que vai calhar no nosso prato! Sigam a receita aqui.

E se quiserem outras combinações de fruta, aqui ficam sugestões infalíveis:
- maçã ou peras com amoras
- pêssegos ou alperces com framboesas

Já me têm dito que é difícil encontrar crème fraîche e no supermercado onde vou regularmente também não costuma haver. Por isso tentei substituir crème fraîche por queijo mascarpone e gostei bastante do resultado.


Algumas fotografias depois e continuei com o Farfalle. Esta é daquelas receitas que surgem por acaso, quando se compram ingredientes sem pensar o que fazer com eles e, uns minutos mais tarde, sai uma refeição simples e saborosa. Fui buscar inspiração à massa com vegetais assados que fiz há uns meses atrás, juntei atum e espinafres e aproveitei o resto do queijo mascarpone. Por favor, juntem os espinafres crus, não os cozinhem, comer espinafres crus é óptimo, e no verão sabe bem melhor do que cozidos ou salteados.


É verdade que gosto muito de cozinhar. Mas também gosto muito de ir à praia. E se bem que não se pode comparar uma coisa com a outra, a verdade é que não consigo ficar todo o dia na cozinha quando lá fora está um sol maravilhoso e um calor apetecível. A seguir ao almoço tardio, fomos até à Praia da Calada, uns km’s acima da Ericeira. E no caminho de volta, não resistimos a um belo arroz de tamboril, num restaurantezinho em Ribamar. Foi um sábado perfeito.



Farfalle com atum, pimentos e espinafres

400gr farfalle
2 latas de atum escorrido
1 pimento encarnado cortado às rodelas, sem sementes
2 cebolas roxas, cortadas às rodelas
2 dentes de alho bem picados ou ralados
3 c. sopa de azeite
2 mãos-cheias de espinafres crus
10 folhas de mangericão
2 c. sopa bem cheias de queijo mascarpone
1 c. chá de mostarda
Sal e pimenta

Pré-aquecer o forno a 200ºC. Num pirex, junte o pimento, as cebolas, o alho e o azeite e tempere com sal e pimenta. Leve ao forno durante 20min ou até os vegetais estarem assados. Entretanto, cozinhe a massa de acordo com as instruções do pacote e reserve duas colheres de sopa da água de cozedura. Com a ajuda de um garfo desfaça o atum e junte aos vegetais. Adicione também a massa já cozida. Numa taça à parte, misture bem o queijo mascarpone, a mostarda e as duas colheres de sopa de água. Adicione o molho à massa e misture bem. Antes de servir junte os espinafres e o mangericão e misture novamente.



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Saturday, May 30, 2009

Lemon Tart


A receita desta tarte é adaptada do livro “Flavouring with Herbs”. A massa é muito leve e derrete-se na boca e o recheio é delicado, cremoso e sabe mesmo muito a limão. O sucesso é garantido!

É uma das minhas tartes preferidas e uma óptima sobremesa. Apesar de ser simples, demora algum tempo a fazer, por isso, quando se aventurarem, façam-no num dia em que não estejam com muita pressa ou então, partam as tarefas em duas partes. Podem fazer a massa num dia, deixar repousar durante a noite e no dia seguinte fazem o resto.

Mas antes da receita, queria partilhar convosco algumas dicas sobre fazer massa para tartes. Para já, é uma das coisas que mais gosto de fazer e tentei sempre ter acesso a várias receitas e testá-las todas.


Independentemente da receita, tenham em atenção o seguinte:

- Para a massa ser leve e derreter-se na boca, deve ser sempre “trabalhada” com a ponta dos dedos (nunca com as palmas), de modo a não receber muito calor vindo das mãos, e deve sempre utilizar água bem gelada para ligar a massa;

- Para a massa não encolher durante a cozedura, deixem sempre a massa repousar no frigorífico, tapada, durante pelo menos 30 minutos e depois de a estenderem na forma, coloquem-na de novo no frigorífico pelo menos durante 30min antes de ir ao forno.



Lemon Tart (adaptada do livro “Flavouring with Herbs”)

250g plain flour
2 tbsp icing sugar
125g butter
1 egg yolk
3 to 4 tbsp cold water

Lemon filling
3 free-range eggs
175g caster sugar
3 lemons
125ml cream

Sieve the flour and half the icing sugar together. Soften the butter, then rub into the flour. Add the egg yolk and enough cold water to bind the mixture. Chill for 30 minutes. Roll out the pastry and use to line a 23cm flan ring. Prick with a fork, line with greaseproof paper and fill with baking beans*. Bake at 200ºC for 10 minutes. Remove the beans and paper and cook for 10 minutes more. To make the filling, whisk the eggs with the sugar until pale, then add the lemon juice, zest and cream. Pour into the pastry case and bake at 140ºC for 30 minutes until set. Sprinkle with the remaining icing sugar and serve.

* Baking beans não é mais do que feijões secos (feijão encarnado, lentilhas, etc) que se põem sobre a massa de forma a que o fundo não levante com o calor nem as laterais caiam sobre o fundo. Coloca-se sempre papel vegetal ou papel prata entre a massa e os feijões.
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Wednesday, May 20, 2009

Alho-francês e queijo Feta em massa de alecrim

Alho-francês e queijo Feta são uma combinação clássica na gastronomia Grega. A massa com alecrim fresco faz toda a diferença.


Alho-francês e queijo Feta em massa de alecrim

Para o recheio:
2 Alhos-franceses (aprox. 500g)
1 c.sopa de manteiga
1 c.sopa de azeite
100g queijo Feta esfarelado
1 ovo
1 c.sopa bem cheia de queijo creme
1 c.chá de alecrim fresco picado
Sal e pimenta

Para a massa:
250g farinha
1 c.chá de alecrim fresco picado
1 ovo
4 c.sopa de azeite
4 c.sopa de água fria
Sal


Para fazer a massa, coloque a farinha numa tigela média e adicione os restantes ingredientes com um garfo. Amasse rapidamente, forme uma bola e guarde no frigorífico durante 1 h.
Para o recheio, aqueça a manteiga e o azeite numa frigideira e deite o alecrim. De seguida salteie os alhos-franceses até estarem macios. Fora do lume junte o queijo Feta, o ovo e o queijo creme. Tempere com sal e pimenta.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Estenda metade da massa num círculo. Espalhe o recheio por cima da massa até 2cm da borda. Estenda a outra metade da massa e coloque por cima do recheio, pressionando à volta de modo a que o recheio não saia. Pique a massa ligeiramente para deixar sair o vapor durante a cozedura. Pincele com um pouco de azeite e leve ao forno durante 30min. Sirva morno ou frio com uma salada.
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Sunday, April 19, 2009

Banana and Toffee Pie


Vocês não vão acreditar a quantidade de informação que existe à volta desta tarte. E, no entanto, por aqui, nem se houve falar dela. A primeira vez que a fiz foi um sucesso. E na verdade, não há como resistir à combinação de bananas com toffee (mais conhecido por Dulce de Leche ou leite condensado cozido).

Há uma pessoa em particular que sempre que me vê pede para fazer de novo esta receita: a Filipa! E é pela ocasião do aniversário dela, que a banoffee pie aparece de novo neste blog.


Banoffee Pie (adaptada da receita The Original Hungry Monk Banoffee Pie)

1 pacote de bolachas digestivas
100g de manteiga derretida
1 lata de leite condensado
3 bananas
400ml de natas batidas
4 c.sopa de açúcar em pó
Raspas de chocolate
q.b.

Cozinhe o leite condensado dentro da lata, num tacho alto, com água a 2 dedos acima do topo da lata* durante 3h. Deixe arrefecer totalmente antes de abrir a lata. Entretanto, numa picadora ou copo de batido, triture as bolachas digestivas até parecerem farinha. Numa tigela junte as bolachas e a manteiga derretida. Passe esta mistura para o fundo de uma tarteira e pressione com os dedos até cobrir toda a forma, incluindo os lados. Leve a base da tarte 10 min ao forno a 180ºC. Bata as natas até ficarem firmes, adicione o açúcar em pó, misture bem e reserve no frigorífico. Para montar a tarte, cubra a base da tarte com o leite condensado cozido, coloque por cima as bananas cortadas às fatias, seguidas das natas. Antes de servir, polvilhe com raspas de chocolate.

*ATENÇÃO: não deixar que a água evapore durante a cozedura; sempre que for necessário reponha a quantidade de água ao nível original.

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Sunday, March 29, 2009

Cozinhar com mostarda – Parte II


Confesso que este post vem com uma semana de atraso. No domingo passado fui correr a mini-maratona e quando cheguei a casa a última coisa que me apetecia fazer era movimentar-me, fosse para o que fosse.

Agora, já recuperada de tanto esforço, partilho convosco a segunda parte de receitas com mostarda. Vem do site La Tartine Gourmande. Lembro-me perfeitamente de ler esta receita pela primeira vez e de ter achado deliciosa a ideia de pincelar a massa da tarte com mostarda.



NOTA: assim que experimentei a tarte achei que o sabor do queijo de cabra se tinha sobreposto totalmente ao da mostarda. Da próxima vez, das duas uma: ou uso um queijo mais suave ou espalho uma camada mais generosa de mostarda!
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Tuesday, March 17, 2009

O doce regresso à École Ritz Escoffier


Por agora, é só um regresso ao livro de receitas do curso “L’Art de la Pâtisserie Française – Les Bases de la Pâtisserie Française” que tive a feliz oportunidade de fazer há mais ou menos dois anos. Foi uma das melhores semanas da minha vida: 5 dias em Paris, alojada num pequeno hotel mesmo no centro, a acordar cedinho para ir às aulas, vestida a rigor, cozinhar durante toda a manhã numa das melhores escolas de pastelaria e passear durante a tarde, à procura de utensílios de cozinha, livros de culinária, cores, sabores e inspirações!


A receita é composta por várias bases que aprendi a fazer; a conjugação das mesmas foi uma tentativa de fazer as maravilhosas tartelettes de frutos secos que se vendem no Magnólia Caffé. Não ficaram parecidas, nem em aspecto nem no sabor, mas não são piores! Hei-de tentar outra vez…


(5)Tartelettes aux Fruits Secs

Pour la pâte à foncer:
125g farine
80g beurre, coupé en morceaux
Une pincé de sel
15g sucre (1 colher de sopa)
½ œuf, légèrement battu

Pour la crème d’amande:
50g beurre
50g amandes en poudre
50g sucre
½ oeuf
Vanille liquide (uma gota)

Pour la finition :
Amandes, noisettes et noix
Gelée de poire

La pâte à Foncer (a la main):
Tamiser la farine et la « sabler » avec le beurre. Faire une fontaine avec ce mélange et placer le sel, le sucre, l’œuf ; mélanger l’ensemble, puis incorporer délicatement la farine. Dès que la pâte est grossièrement mélangée, la fraiser, puis la ramasser en palet et la mettre dans un sac en plastique. Laisser la pâte au réfrigérateur pendant 1 heure environ avant de l’utiliser.
Foncer un cercle à chaque tartelette de 11cm avec la pâte. Garder au frais pendant 1h. Enfourner les tartelettes et les faire cuire 12min 180ºC.

La crème d’amande :
Mélanger le beurre en pommade et le sucre semoule. Incorporer la poudre d’amandes et mélanger délicatement sans fouetter. Ajouter l’œuf et la vanille, mélanger et garnir les tartelettes.

La finition :
Disposer les fruits secs sur la crème, enfourner les tartelettes et les faire cuire 15min 180ºC.
Napper avec la gelée de poire.


Entretanto, partilho convosco algumas das minhas aulas e para quem estiver interessado aqui vai o link da escola:
École Ritz Escoffier

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Sunday, March 01, 2009

Espargos - The undoubted aristocrat of stalk vegetables


Eu adoro espargos. Mas têm que ser frescos, nunca enlatados. Têm uma aura primaveril à volta deles, para mim simbolizam o início do bom tempo. Podem ser cozinhados ao vapor, grelhados, são excelentes com ovos. Desta vez vão ficar perfeitos numa tarte de massa folhada!

Esta tarte é uma adaptação de uma das minhas receitas preferidas da “Good Housekeeping” (edição de Junho de 1996 – esta revista era a minha inspiração na adolescência). Na sua versão original, a mistura de espargos, courgettes, alho francês e funcho, envolvida num puré de ervilhas, era espalhada sobre uns lombos de salmão, posteriormente envolvidos em massa folhada. Fiz esta receita umas quantas vezes e garanto-vos que é deliciosa.

Só uma nota em relação a cozinhar com ervilhas: não são um vegetal que costume utilizar com grande frequência, nem sequer no arroz, mas puré de ervilhas ou sopa de ervilhas é simplesmente maravilhoso! Não tem nada a ver com comer ervilhas por si só, têm que experimentar.


Então, saltando a parte do salmão, a receita fica mais ou menos assim:

Asparagus, courgettes and mashed petits pois tart

1 bunch of Asparagus
(gentilmente oferecidos pela mãe do Nuno)
1 small courgette
1 small leek
2 tbsp coriander, chopped
freshly greated Parmesan
200g puff pastry

To make the mashed petits pois:
1 small onion, roughly chopped
1 cup of frozen petits pois
2 tbsp crème fraîche
¾ cup water

Heat the oven at 200ºC.
Roll out puff pastry to a rectangular about 15x35cm. Place on a large baking sheet, prick well with a fork and refrigerate.
Cut the courgettes and the leeks into pieces. Heat 2 tbsp of olive oil in a large frying pan. Add the vegetables and cook over high heat, stirring all the time, until vegetables are beginning to soften. Remove from the heat, stir in the coriander, season and set aside to cool.
To make the mashed peas, heat 2 tbsp of olive oil in a saucepan. Add the onion and cook until soft and beginning to colour. Add the petits pois, crème, seasoning and ¾ cup water. Bring to the boil and simmer until peas are soft. In a food processor blend the pea mixture to a rough purée. Season and leave to cool.
Spread the cooled mashed peas over the pastry and top it with the vegetables. Sprinkle with freshly grated Parmesan cheese. Cook in the oven for about 20min.


Nota: acabei por não por funcho porque não havia no supermercado, mas se tiverem não hesitem em adicioná-lo.

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