Friday, July 11, 2014

What's next: Lima, Peru


Já vai fazer quase um mês que regressei a Portugal. Não tenho parado, entre casamentos, despedidas de solteira, jantares com amigas, fins-de-semana com a família, enfim, quero estar com todos e todas as pessoas também querem saber tudo sobre a viagem e sobre a minha próxima aventura. Tempo e cabeça para cozinhar: zero! A minha prioridade agora é o voluntariado, que vai ser em Lima, no Peru, e que começa já em Setembro. Estou ansiosa, nervosa e entusiasmada, mas acima de tudo estou muito, mas mesmo muito feliz! 

O meu último destino na viagem foi Costa Mesa, a sul de Los Angeles, onde fiz uma semana de preparação com toda a equipa da Krochet Kids International e com os voluntários da temporada de verão. Conheci pessoas que me acolheram como se me conhecessem há séculos, pessoas empenhadas, criativas, humildes, descontraídas, divertidas, inteligentes e com um grande coração. Foram 4 dias absolutamente inspiradores!














Entretanto, adoraria contar com o vosso apoio para a angariação de fundos que estou a fazer nestes dois meses que ainda estou por Portugal. O trabalho de voluntário é em tudo igual a um trabalho comum com a excepção de que não é remunerado. O que significa que tenho um horário, tenho objectivos a cumprir e resultados a mostrar, tenho um compromisso a 100% e tenho directores exigentes que estão à espera de um trabalho da máxima qualidade - aliás, basta irem ao site da Krochet Kids para verem o nível de todas as imagens que eles usam e como essa comunicação é de extrema importância para o sucesso da organização. Todos os meus custos durante os 3 meses que ficarei no Peru terão que ser também suportados por mim, e isso inclui custos com renda, água, electricidade, telecomunicações, transportes (o voo também!) e alimentação. 

Há duas maneiras através das quais me podem ajudar:
 - Directamente através da página de doações da Krochet Kids, seleccionando a opção "I'm supporting an Intern or Staff Member" e escrevendo o meu nome: https://www.krochetkids.org/donate/
  - Ou, em alternativa, encomendar uma (ou várias!) das fotografias, que fui tirando durante a viagem e  que tenho disponíveis para venda no site Society 6: http://society6.com/dianabastoferreira
Se por acaso quiserem qualquer outra fotografia da viagem (estão todas aqui) ou mesmo do blog, digam-me que eu disponibilizo na loja!

E é isto! Não se esqueçam de ver a loja online da Krochet Kids na próxima vez que precisarem de um gorro, de uma T-shirt ou de um saco de fim-de-semana!

Obrigada e até breve!!!


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Tuesday, June 10, 2014

My new challenge

Hoje vou pedir 5 minutos do vosso tempo para vos dar a conhecer o meu novo desafio. Não tem nada a ver com comida mas eu tenho a certeza que vão gostar. 

No ano passado, o m. chamou-me a atenção para um curso na plataforma edX chamado "The Challenges of Global Poverty". Era sobre micro economia em países em desenvolvimento e ele achou que eu iria gostar. E de facto gostei. Mais do que isso, foi um assunto que me comoveu bastante  e alertou-me para uma série de mal entendidos que por vezes se formam quando as pessoas não são devidamente informadas e educadas sobre o assunto. Um dos conceitos que aprendi e que foi fulcral durante todo o curso foi o de poverty trap*. Podia escrever páginas e páginas em relação ao que aprendi sobre o que está na base de uma poverty trap. Aprendi sobre os dilemas que as pessoas em países em desenvolvimento têm em relação à alimentação, à saúde, à educação e à família. Aprendi que o risco, os seguros, o crédito e as poupanças funcionam de maneira diferente. Mas o mais importante que aprendi foi como quebrar o ciclo de uma poverty trap e qual a atitude certa que podemos e devemos ter. 

Enquanto estava na Nova Zelândia surgiu a oportunidade de me candidatar para um estágio numa organização sem fins lucrativos. Estava em casa da Constança e tinha apenas dois dias para preparar e adaptar o meu cv e fazer um video sobre mim. A posição era para um estágio em foto-jornalismo internacional e em vários momentos me debati se tinha o perfil adequado. Mas por outro lado ansiava por uma oportunidade para por em prática e melhorar um âmbito de fotografia que não é o que tenho desenvolvido até agora e acima de tudo para poder ver in loco tudo o que tinha aprendido no curso sobre poverty traps. Enviei o cv e o video, umas semanas depois fiz duas entrevistas e ofereceram-me o estágio a começar no outono.  Trabalhar com a Krochet Kids vai ser o meu próximo desafio.

* eu vou utilizar o termo em inglês porque não sei se em português é uma tradução directa ou um nome específico


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Today I'm going to ask you for 5 minutes of your time to let you know about my new challenge. It has nothing to do with food but I'm sure you're going to like it.

Lats year m. brought to my attention an edX course called "The Challenges of Global Poverty". It was about microeconomics in developing countries and he thought that would like it. And in fact I did. More than that, it became a subject that moved me deeply and opened my eyes to a lot of misunderstandings that can come up when people aren't well informed or educated in that subject. One of the concepts that I've learned that was crucial during the whole course was the one of the poverty trap. I could write a lot about what's involved in a poverty trap. I've learned about the dilemmas that people in developing countries have concerning food and nutrition, health, education and family. I've also learned that risk, insurance, credit and savings work differently. But the most important thing I've learned was how to overcome a poverty trap, how to break the cycle and how we can and should take action.

While I was in New Zealand, the opportunity to apply to an internship at an non profit organization came up. I was at Constança's house at that time and only had two days to prepare and adapt my cv and make a video about myself. The internship was in International Photo Journalism and for several moments I struggled with my thoughts thinking if I had the right profile to apply. But on the other side I was eager to an opportunity that would make me develop my photographic skills in a different way and most important, an opportunity to experience in loco everything I had learned about poverty traps. I sent the cv and video, a few weeks later did two interviews and they accepted my application and offered me the fall internship. Working with Krochet Kids will be my next challenge.





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Thursday, May 29, 2014

Pizza party




Na quinta onde estou agora, FlipJack Ranch, têm por habito fazer uma pizza party mais ou menos todos os meses. Convidam amigos e vizinhos, e cada pessoa faz a pizza que quer. Uma mesa comprida é dividida em duas partes: num lado, uma superfície de trabalho onde se estende a massa, previamente feita (por mim, desta vez!), e do outro lado, uma série de ingredientes, desde queijos a carnes e vegetais, molhos e outros condimentos. No topo da mesa está um imponente forno a lenha. 

A pizza de saída foi a deliciosa tarte flambée feita pela Robin, a dona da quinta. Na verdade e como o nome deixa intuir, tarte flambée não é teoricamente uma pizza mas é como se fosse. Esta especialidade Alsaciana, é feita em massa de pão coberta com crème fraîche ou queijo creme, cebola e bacon.


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On the farm that I'm staying now, the FlipJack Ranch, they do a pizza party more or less every month. They invite friends and neighbors and each person makes their own pizza. A long table is divided into two parts: on one top there's a place to roll out the pizza dough (which was made by me this time!), and on the other top, there's a great range of ingredients, like cheeses and meats, vegetables, sauces and other seasonings. On the end of the table there's a grand wood-fired oven. 

The first pizza to come out was the delicious tart flambé made by Robin, the farm owner. As you've might have noticed by the name, tart flambéed is not theoretically a pizza but practically it is. This Alsatian specialty is made of bread dough topped with crème fraîche or cream cheese, onions and bacon. 



Para a massa de pizza (receita adaptada do livro The Bread Baker's Apprentice que dá para 8 bases de pizza pequenas - 15 a 20cm de diâmetro) 

4 1/2 chávenas de farinha de trigo para pão
1 3/4 c.chá de sal
1 pacote de fermento seco (7g) 
1/4 de c.chá de açúcar
1/4 chávena de azeite
3/4 chávena de água morna
1 chávena de água fria

Comece por misturar o fermento e o açúcar com a água morna. Deixe repousar até o líquido ter uma ligeira camada de espuma. Num food processor misture a farinha e o sal. Junte o azeite, a água com o fermento e a restante água fria. Deixe o food processor trabalhar até a massa estar uniforme e quase a formar uma bola. Polvilhe um pouco de farinha numa superficie, de preferência de pedra, e retire a massa do recipiente do food processor. A massa vai estar bastante mole. Polvilhe um pouco de farinha nas mãos e forme uma bola com a massa. Pincele a massa com azeite, cubra com filme aderente e deixe repousar num recipiente bem grande durante pelo menos duas horas. A massa vai dobrar/triplicar de tamanho. Passadas as duas horas, guarde no frigorifico até cerca de duas horas antes de usar. Se cozer as pizzas para o jantar, o ideal é fazer a massa pouco depois da hora do almoço. Se for para o almoço, então o ideal e fazer no dia anterior e deixar a massa no frigorífico durante a noite. Duas horas antes de usar tire a massa do frigorífico e corte em 8 pedaços com a ajuda de uma faca. Molde 8 bolinhas e deixe repousar por mais 2 horas.

Para a tarte flambée, comece por estender a massa de pizza e coloque-a sobre uma superficie polvilhada com semolina. Espalhe cerca de 2 colheres de sopa de crème fraîche por cima, como se fosse o molho de tomate numa pizza tradicional. Polvilhe com cebola às rodelas, pedaços de bacon* e queijo ralado. Leve ao forno a lenha durante 3 a 5 minutos.

*A cebola e o bacon foram previamente cozinhados numa frigideira.


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For the Pizza dough (adapted from the book The Bread Baker's Apprentice enough for 8 small pizza - 15 to 20cm diameter)


4 1/2 cups bread flour
1 3/4 tsp salt
1 packet of active dry yeast (7g)
1/4 tsp sugar
1/4 cup olive oil
3/4 cup lukewarm water
1 cup cold water

Start by proofing the yeast by mixing it with the warm water and the sugar until lightly frothy. Mix the flour and salt in a food processor. Add the olive oil, the water with yeast and the cold water. Let the food processor work until the dough is all mixed and starting to form a ball. Dust, a preferably stone surface, with flour and drop the dough on top of it. Dust your hands with flour as well and lightly form a ball with the dough. Brush the dough with olive oil, wrap it in cling film and leave it to rest inside a big bowl for at least two hours. The dough will double/triple its size. Put it in the fridge until two hours before using it. If you want pizza for dinner you can make the dough after lunch. If you want it for lunch, make the dough the day before and leave it the fridge overnight. Two hours before baking, take the dough out of the fridge, and cut it into 8 pieces with the help of a knife. Form 8 balls and leave them to rest for another 2 hours.


For the tart flambée start by rolling the dough and place it over a baking sheet dusted with semolina. Spread about 2 tbsp of crème fraîche on top of the dough, just like you would do with the tomato sauce on a traditional pizza. Sprinkle sliced onions, pieces of bacon* and grated cheese. Bake in a wood-fired oven for 3 to 5 minutes.

*The onions and the bacon were previously cooked in a frying pan




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