Sunday, April 20, 2014

Zach's Challah


Hoje tenho uma novidade. Pela primeira vez tenho um convidado aqui no blog! Entretanto, já perceberam que não ando com muita disponibilidade para vir aqui ao blog. Apanhei um voo da Nova Zelândia para os EUA no final de Março e tenho estado pela Califórnia durante as últimas semanas. E têm sido dias maravilhosos. Não que os anteriores não tenham sido. Na verdade não tenho palavras suficientes para descrever esta viagem, os sítios lindíssimos que tenho visitado e as pessoas especiais que tenho conhecido. O que me afasta aqui do blog é a dificuldade que tenho em escrever o que se tem passado. Mas em contrapartida tenho tirado muitas fotografias. E apesar de não concordar a 100% com o ditado "uma imagem vale mais que mil palavras", no meu caso, as fotografias que tenho tirado compensam o facto de não estar a escrever aqui no blog. Para quem quiser espreitar os sítios por onde tenho passado desde que comecei a viagem aqui fica o Pacific Diary. Afinal são duas novidades…! 
Mas voltando ao convidado, conheci o Zach na quinta onde fiquei em Arroyo Grande, entre São Francisco e Los Angeles. A quinta, The Sweet Pea Farm, é um sonho, as donas são duas das pessoas mais simpáticas e bondosas que conheci na minha vida, e o Zach entre muitas outras coisas, é um foodie! Trabalhou em vários restaurantes, viaja com o seu starter de massa de pão com 2 anos de idade e cozinhou várias receitas durante a minha estadia na quinta. Uma delas foi Challah.


***

Today I have something new. For the first time I have a guest here on the blog! Meanwhile, as you might have noticed, I haven't been around here. I caught a plane from New Zealand to the USA by the end of March and have been hanging around in California for the past weeks. Needless to say I'm having the time of my life. Not just now, but ever since this trip began. I truly have no words to adequately describe this trip, the more than beautiful places that I've been visiting and the special people  I've been meeting. What keeps me away from the blog is the hard time I have when trying to write. But I have been taking a lot of photos. And although I don't agree 100% with the saying "a picture is worth a thousand words", in a total absence of words at least I can give you pictures. Have a look at Pacific Diary which is the travel photography journal I started with this trip.
Let's get back to my guest, I met Zach on the farm I stayed in Arroyo Grande, between San Francisco and Los Angeles. The farm, The Sweet Pea Farm, is a dream, the owners are two of the nicest and kindest persons I've ever met in my whole life, and Zach, amongst other things, is a foodie! He worked in several restaurants, travels with his 2 year sourdough starter and cooked several recipes during my stay at the farm. One of them was Challah.



Challah (receita do Zach)

Para a massa:
2 1/2 chávenas de farinha de trigo
1/2 chávena de farinha de trigo integral
1/4 chávena de água, morna
3 ovos
1/4 chávena de óleo vegetal
2 c.sopa de mel
1 1/2 c.chá sal
2 c.chá de fermento para pão

Para pincelar:
1 ovo
1 c.sopa de água

Para polvilhar:
Sementes de sésamo ou de papoila

Numa tigela junte o fermento com a água. Gradualmente incorpore cerca de 1/4 de chávena de farinha. Pode ser menos mas o objectivo é que a mistura continue fluída, como se fosse massa para panquecas. Deixe repousar à temperatura ambiente durante 20 minutos aproximadamente, até ficar com uma aparência borbulhante ou espumosa. Misture o resto dos ingredientes líquidos e o sal e junte tudo à mistura fermentada. Gradualmente incorpore o resto da farinha, reservando cerca de 1/2 chávena, que apenas será adicionada se necessário enquanto estiver a amassar. É preferível ter uma massa mais para o húmida e ir adicionando a farinha conforme for preciso. A massa estará pronta quando tiver uma consistência macia, flexível e passar no teste windowpane. Deixe a massa repousar, levemente pincelada com óleo e coberta com filme, até ter o dobro do volume (aproximadamente 2 horas). Divida a massa em 6 partes, molde em forma de rolo e faça uma trança. Deixe a Challah repousar num tabuleiro de ir ao forno até dobrar o volume, à temperatura ambiente. Pré-aqueça o forno a 190ºC. Misture o ovo e a colher de sopa de água. Pincele a Challah com a mistura de ovo e água e polvilhe com as sementes. Coza durante 40 a 45 minutos até estar num tom castanho dourado.

***

Challah (Zach's recipe)

For the dough:
2 1/2 cups unbleached white bread flour
1/2 cup whole wheat flour
1/4 cup water, at lukewarm temperature
3 eggs
1/4 cup vegetable oil
2 tbsp honey
1 1/2 tsp salt
2 tsp dried yeast


For the egg wash:
1 egg
1 tbsp water

To sprinkle on top:
Sesame or poppy seeds

In a bowl combine the yeast with the water. Slowly add up to 1/4 cup of flour. It could be less but the point is to have a mixture that looks like a fluid batter. Leave it resting for approximately 20 minutes at room temperature until nice and bubbly. Combine the rest of the wet ingredients and the salt and add it to the yeast mixture. Gradually add the rest of the flour, reserving about 1/2 cup, which you'll add only if necessary while you are kneading. It's always better to have it more on the wet side and add the flour as needed. Your dough will be ready when its smooth, pliable and passes the windowpane test. Leave the dough to rest, lightly tossed in oil and covered with plastic film, until doubled in size (approximately 2 hours). Divide the dough in 6 pieces, shape them in strands and braid the Challah. Rest the Challah on a baking tray until it doubles in size, at room temperature. Pre-heat oven to 375ºF. Make the egg wash beating the egg with 1 tbsp of water. Brush the Challah with the egg wash and sprinkle the seeds over the top. Bake for 40 to 45 minutes until golden brown. 





Pin It Now!

Saturday, March 22, 2014

3 months

Faz hoje três meses desde que arrumei as minhas roupas preferidas e todos os objectos que acho indispensáveis na minha vida (e isso inclui o meu secador de cabelo e o meu microplane) e saí de Portugal. A sensação que mais me acompanha desde essa altura é a de liberdade. Não é uma liberdade louca como aquela que se deve ter quando se tem uma conta bancária gigante e quando realmente se pode fazer o que se quiser (com certeza a um custo, sim…), mas uma liberdade saudável e pacífica. Com consciência mas ao mesmo tempo com aquela inocência infantil que tivemos enquanto crianças. Estamos longe de ser livres enquanto crianças mas acho que foi a altura em que me senti mais livre, livre de preocupações, livre de compromissos corriqueiros e obrigações enfadonhas. Sabe bem por uns tempos voltar a sentir esta leveza. 

Ainda tenho muito para vos contar sobre a minha estadia na Nova Zelândia. Fiz uma road trip na ilha do Sul, outra na ilha do Norte, passei uns dias maravilhosos em casa da Constança, outros noutra quinta (desta vez correu bem melhor!), e agora estou num parque natural. Durmo numa cabaninha, tenho uma roulotte com uma cozinha onde faço o pequeno-almoço e o almoço, passo as manhãs na horta ou à volta do parque a limpar os caminhos, a apanhar pequenos troncos para a lareira, enquanto oiço dezenas de podcasts. Vejo séries e filmes, leio livros, tiro fotografias. Sabem aquela sensação que precede e acompanha as primeiras garfadas de um belo bolo de chocolate? Aquela sensação de prazer indiscritível, de conforto e luxo? Pois parece que vivo o dia todo a comer bolo de chocolate. Por falar nisso, desde que saí de Portugal apetece-me muito mais comer coisas doces.

Para celebrar esta milestone na viagem, achei que era altura de partilhar algo especial convosco. Foi no Verão que comecei a alimentar esta ideia da viagem e decidi criar uma página no Tumblr. Comecei por coleccionar inspirações para a viagem mas rapidamente alarguei o tema para estados de espírito que ía sentindo na minha vida, aspirações e sonhos. A página chama-se dreams come true. E como os sonhos realmente se concretizam, quando se tomam decisões para tal, mais recentemente esta página tem algumas fotografias da viagem e há-de ter muitas outras (fingers crossed!). 

***

It has been exactly three months since I packed all my favorite clothes and indispensable objects in my life (including my hair dryer and my microplane) and left Portugal. A sense of freedom is what I have been feeling since then. Not a crazy kind of freedom like the one you must have if you own a very wealthy bank account and when you can indeed do whatever you want to (at a certain cost I'm sure…), but a healthy peaceful one. With consciousness but at the same time with that childish innocence that we had when we were young. We're far from being free when we're young but I think that was one of the times in my life that I felt more free, free of preoccupation, free of banal compromises and tedious obligations. It is good to feel this lightness again even if it's just for a while.

I still have plenty to tell you about my trip to New Zealand. I did a road trip on the South island, another one on the North island, spend a few marvelous days in Constança's house, and a few more in another farm (this time it was way better than the last) and now I'm in a natural park. I sleep in a small cabin, have a caravan as a kitchen where I cook breakfast and lunch, I spend my mornings taking care of the vegetable garden, cleaning the paths, catching small fallen branches to stack as firewood, while listening to dozens of podcasts. I watch films and TV series, read books and take photographs. You know that feeling you have right before and while you're tasting the first few bites of a nice chocolate cake? That indescribable pleasure of comfort and luxury? Well, I feel like I'm having chocolate cake all day long. And by the way, since I left Portugal I don't have a sweet tooth I have thirty two of them.

To celebrate this milestone, I thought it was time to share something special with you. It was still summer when I started to think about this trip and decided to create a Tumblr page about it. I started to collect inspiration for the trip but quickly broaden the theme to mindsets or feelings I was experiencing at the time, aspirations and dreams. The page is called dreams come true. And because dreams really come true, when you make decisions that go along with it, recently I've also posted some of this trip photographs and I'll surly post a lot more other photographs as well (fingers crossed!).


Pin It Now!

Sunday, March 16, 2014

Queenstown


Para além do ski, Queenstown é muito popular por causa dos desportos de aventura, tanto na Nova Zelândia como no resto do mundo. Não sendo muito adepta de desportos radicais, acabei por aproveitar apenas a beleza natural do sítio. A ideia de passear sozinha nas montanhas e ver lagos de um azul intenso à minha volta era algo com que sonhava quando ainda estava em Lisboa.
Decidi fazer um trilho na montanha Ben Lomond. São cerca de 6 a 8 horas, ida e volta, até ao cume, mas eu fiquei-me por meio caminho porque as previsões do tempo não eram as melhores e eu não queria mesmo apanhar nenhuma cosntipação que pudesse estragar a viagem. O caminho começa numa floresta muito densa, onde mal entra a luz. São cerca de 15 minutos assim. Depois a vegetação passa a rasteira, vêm-se mais rochas e ocasionalmente uma cabrita selvagem a saltitar e a comer.

***

Besides being known as a ski resort, Queenstown is a very popular destination amongst adventure sports fans, not only in New Zealand but throughout the world. I'm not a big fan of radical sports of any kind so I just enjoyed the natural beauty that surrounded me. The idea of wandering alone in the mountains and seeing deep blue lakes around me was something that I dreamt about when I was still in Lisbon.
I decided to do Ben Lomond track. It's about 6 to 8 hours return to the summit, but I did only half of it because the weather forecast wasn't the best and I really didn't want to get a cold that could ruin the trip. The walk starts in a very dense beech forest, where you can hardly see any light. It's about 15 minutes walking in this forest. But afterwards the landscape changes drastically to a more alpine set and occasionally you can even see a little mountain goat jumping around and eating. 






No campo da comida, um restaurante que é um fenómeno em Queenstown é o Fergburger. Não tem muitos lugares para sentar e por isso há muitas pessoas a preferir o take-away. Mas de qualquer modo tem sempre fila à porta e o tempo médio para um hamburger é 25-30 minutos. São minutos que valem mesmo a pena esperar. Os hamburgers além de gigantes, a carne é suculenta, o pão é macio e os vegetais são estaladiços. 
Num registo bem mais calmo, gostei bastante do Vudu Cafe & Larder, com a típica comida de café: sanduiches, bolos, saladas, café e chás e óptimo atendimento. Foi um spot muito acolhedor na tarde de chuva que se seguiu ao meu passeio.

***

When it comes to food, there's a restaurant that is extremely popular in Queenstown called Fergburger. It doesn't have many seated seats so there are a lot of people who prefer to order to take away. Nevertheless, there's always a line at the door and the wanting time for a burger is around 25-30 minutes. But it's worth the wait. The burgers are not only enormous, but also the meat is succulent, the bread is soft and the vegetables are crunchy. 
On a much more quiet mood, I really liked Vudu Cafe & Larder, with a typical cafe menu: sandwiches, cakes, salads, coffees and teas and a great service. It was the perfect spot for the rainy afternoon that followed my walk.

Eu fiquei três dias em Queenstown: cheguei no sábado ao final do dia, no domingo fiz o passeio até Ben Lomond, na 2ª fui até à Fiordland e na 3ª aluguei um carro e fui até Glenorchy. Glenorchy fica a 45 minutos de Queenstown e tem paisagens lindas. É especialmente conhecida por ter sido cenário de algumas filmagens do filme Lord of the Rings (Isengard, por exemplo).

***

I stayed three days in Queenstown: I arrived on a saturday evening, on sunday I did the Ben Lomond track, on monday went to Fiordland and on tuesday, I rented a car and went to Glenorchy, which is a 45 minute drive from Queenstown and has a beautiful landscape. It is specially known because some of the scenes of the film Lord of the Rings were shot there (Isengard scenes, for example).






Pin It Now!

Sunday, March 09, 2014

New Zealand - First Impressions


A primeira cidade que vi na Nova Zelândia foi Christchurch. Além dos muitos exemplos da destruição feita pelos terramotos entre 2010  2012, o que me impressionou mais foi o facto de estar deserta. Não se viam nem pessoas nem carros. Nada. Foi um início de viagem que me deixou um pouco triste. Em Christchurch, apanhei um autocarro para Waikouaiti, que fica a poucos quilómetros de outra grande cidade da ilha do sul, Dunedin. Em Waikouait experimentei pela primeira vez fazer WWOOFing. WWOOF quer dizer World Wide Oportunities in Organic Farms e o conceito é simples: os hosts, que têm quintas, providenciam 3 refeições por dia e dormida aos WWOOFers, que em troca trabalham na quinta entre 4 a 6 horas. É uma boa maneira de ir de semi-férias sem gastar muito dinheiro. Claro que, a partir daqui vale tudo. Há hosts que providenciam tendas, outros roulotes, outros têm quartos, melhores ou piores. O trabalho também pode ir desde apanhar ervas daninhas nas hortas, a cuidar de ovelhas, cabras e vacas, a cortar lenha, fazer babysitting ou limpezas. Eu tive que preparar um pequeno terreno para plantar, limpar uns canteiros e apanhar uns cócós de ovelha. Foi um trabalho tranquilo mas tenho que confessar que, no geral a minha estadia não correu tão bem como estava à espera. Já tinha lido sobre algumas "más experiências" em quintas e por isso não foi uma surpresa. Era para ter ficado sete dias e acabei por me vir embora ao final de três.


***


The first city I visited in New Zealand was Christchurch. Besides many destruction examples from the earthquakes that occurred between 2010 and 2012, what impressed me the most was that the city was deserted. No people, no cars. Nothing. It left me a little bit sad, right in the beginning. In Christchurch, I caught a bus to Waikouaiti, which is a few kilometers north of another big city on the south island, Dunedin. In Waikouaiti I tried for the first time doing WWOOFing. WWOOF means World Wide Oportunities in Organic Farms and the concept is simple: hosts that have farms provide 3 meals a day and accommodation to WWOOFers, who in exchange work in their farms for 4 to 6 hours a day. It's a good way to go on a semi-vacation and not spending a lot of money. Obviously, that anything can come from this. For some hosts, the accommodation they offer are tents, others have campervans, others have rooms, that can be simple or more comfortable. The work the WWOOFers have to do also varies, sometimes is some weeding, or taking care of farm animals, chop wood, babysit or cleaning. I  prepared a small piece of land for planting, did some weeding and picked up sheep poo. It was quite an easy job, but I must admit that the overall experience wasn't as good as I thought it would be. I'd read about some "bad experiences" in farms so it wasn't really a surprise. I was supposed to have stayed for seven days but left after three. 












No lado positivo da experiência, gostei de tratar das ovelhas e de passear numa praia linda e deserta a 5 minutos a pé de casa.


Depois de sair da quinta, fui primeiro para Dunedin para no dia seguinte apanhar outro autocarro para Queenstown. Cheguei a Dunedin e chovia imenso. 
E depois desta má experiência sentia-me sozinha e triste. O meu conforto veio em forma de comida: almocei num japonês maravilhoso, o Jizo, e lanchei um belo brownie de chocolate com uma limonada morna no Mojo. No dia seguinte, antes de partir, fui dar uma voltinha ao farmers market, que é algo que me faz sempre sentir mais feliz.

***

On the good side, I loved taking care of the sheep and walk on the beautiful deserted beach that was 5 minutes walking distance. 

So after leaving the farm, I first went to Dunedin and on the following day I had to catch a bus to Queenstown. When I got to Dunedin it was raining a lot.  And after this bad experience I felt lonely and sad. My comfort came in the form of food: had lunch in a marvelous japanese restaurant, Jizo, and a chocolate brownie and warm lemonade at tea time in Mojo. The following day, before leaving, I went to the local farmers market, which is something that always puts me in a good mood. 







Pin It Now!

Thursday, March 06, 2014

Gold Coast


Como já vos disse, passei uns dias maravilhosos em casa dos meus amigos, a r. e o l. Não tenho sequer palavras para agradecer toda a hospitalidade e simpatia com que me receberam. A Gold Coast é um sítio muito tranquilo. A altura mais agitada do dia eram as manhãs. Acordávamos todos muito cedo, pois o sol antes das seis da manhã já brilhava. A r. preparava tudo para os miúdos irem para a escola e o l. saía bem cedo para trabalhar. Depois, o resto do dia era passado ou na praia, ou a cozinhar, ou a planear a viagem para o próximo destino. Visitei vários sítios na Gold Coast e arredores: Kirra, Currumbin, Surfers Paradise, Byron Bay, Brisbane, Burleigh Heads e Mount Tamborine.

Eu não sabia, mas a Gold Coast é uma cidade e não uma zona (tipo costa Vicentina). Os meus amigos vivem em Varsity Lakes, e a praia mais perto é em Burleigh Heads. Burleigh é sítio muito tranquilo e simples mas tem tudo que é preciso: tem uma praia com quilómetros e com ondas, tem parques e jardins, tem farmers market aos sábados, tem umas ruas com cafés e lojas muito giras. A r. levou-me a um café óptimo, o Commune. A localização é completamente atípica para um café de sucesso: fica em frente à Gold Coast Highway. Mas a verdade é que atrai imensa gente. O café deles é dos melhores, se não mesmo o melhor café que já bebi. Todas as sanduiches e os bolos têm óptimo aspecto e a selecção musical é super ecléctica e tocada bem alto. 

***

As I've told you before, I spent wonderful days with my friends r. and l. in their home on the Gold Coast. I just don't have enough nice words to thank them for all their hospitality and friendliness. The Gold Coast is a very quite place. The busiest time of day was in the morning. We all woke up very early, as before six in the morning the sun was already shining. R. prepared everything for the kids to go to school and l. would leave early for work. The rest of the day was spent either on the beach, or cooking, or planning the trip to the next destination. I visited several places on the Gold Coast area and few on the north part of New South Wales: Kirra, Currumbin, Surfers Paradise, Byron Bay, Brisbane, Burleigh Heads and Mount Tamborine.


I didn't know, but Gold Coast is a city and not an area. My friends live in Varsity Lakes, and the closest beach is in Burleigh Heads. Burleigh is a quiet simple place but it has everything you need: it has a nice long beach with waves, parks and gardens, it has a farmers market on Saturdays, a few streets with nice cafes and shops. R. took me to a great cafe, the Commune. The location is quite atypical for a successful cafe spot: is right in front of the Gold Coast Highway. But the truth is that it attracts lots of people. The coffee there is delicious, probably the best I've ever tasted. All sandwiches and cakes look  scrumptious and the music selection is super eclectic and loud.










Tal como em Sydney, vi muitas pessoas a fazerem desporto e a aproveitarem o ar livre. Eu diria mesmo que, na Gold Coast, eles são peritos em aproveitar o ar livre. Há sítios para picnics em abundância espalhados por todo o lado. E não é só uma mesa comprida com uns bancos. Têm bancadas e churrascos todos equipados em todo o lado, até nos sítios mais conceituados, como Byron Bay.

***

Just as in Sydney, I saw lots of people doing some kind of sport or just enjoying the outdoors. I would even say that on the Gold Coast they are experts in enjoying the outdoors. There are places for picnics scattered everywhere. And it is not only a long table with a a couple of benches. They have perfectly built barbecues everywhere, even in premier destinations like Byron Bay.




Pin It Now!

Monday, February 24, 2014

Playing with coconut butter

Para todo o lado onde me volto só vejo produtos à base de coco. Talvez por causa disso ando cheia de vontade de o usar em várias refeições do dia-a-dia. Mal tinha chegado a Hong Kong e, numa ida ao Island East Market, abastecemo-nos de Jax Coco para o resto do mês. Uns dias mais tarde, fiz uns crepes com banana caramelizada e coco ralado. E agora tenho em mãos um frasco de manteiga de coco. 

***

Everywhere I look I see coconut products. Maybe that's why I've been keen to use it in a lot of different meals. I'd just arrived in Hong Kong and on a trip to Island East Market, me and m. bought Jax Coco to last the whole month. A few days later, I made caramelized banana crepes with shredded coconut. And now I have a coconut butter jar on my hands.


A manteiga de coco não é mais do que todo o interior do coco bem moído. Uma vez que toda a parte sólida do coco se concentra no fundo do frasco e o óleo do coco mais à superfície, convém aquecer em água quente todo o frasco e misturar bem com uma colher antes de usar.

As utilizações são várias e eu comecei por fazer uma receita muito fácil que tinha visto no site SideSaddle Kitchen, um dos meus sites vegan preferidos - acho a Laura super cómica, descontraída e adoro o estilo meio excêntrico dela. 

É só arranjar uns moldes para chocolates, encher com manteiga de coco e levar ao congelador. Quando experimentei lembrei-me logo daquele chocolate de coco, o Bounty, e por isso fiz o mesmo com chocolate derretido e depois uni os dois. 

***

Coconut butter is nothing but very well blended coconut flesh. Because the solid part of the coconut stays on the bottom of the jar and the oil on top, you have to heat it a little bit in hot water and mix very well with a spoon before using it.

You can use it in a lot of things and I started by making a very easy recipe I saw on the website SideSaddle Kitchen, one of my favorite vegan websites - I just think that Laura is super funny and relaxed and love her eccentric style.

You just have to have a few chocolate molds, fill them with coconut butter and put them in the freezer. As soon as I tried it, that coconut chocolate bar, Bounty, just came to my mind, and so I did the same thing with melted chocolate and put the two forms together.


Também tenho adicionado uma colher de manteiga de coco a smoothies e acho que deve ficar delicioso como cobertura nuns muffins ou num banana bread.

***

I've also been adding a tablespoon of coconut butter to smoothies and it must be delicious spread over a muffin or banana bread.


Pin It Now!

Saturday, February 22, 2014

Freshness













Eu sei que em Portugal não tem estado muito bom tempo, que está tudo farto da chuva, etc e por isso peço-vos para não me levarem a mal por dizer que aqui tem estado um calorão desgraçado! Tenho passado os últimos dias na Gold Coast, em casa da r. e do l. que vivem cá há mais de um ano. Têm sido uns dias fantásticos, perfeitos mesmo. Sinto-me em casa e muito sortuda. A casa deles é de dois andares e tem um pequeno terraço na parte de trás onde estão umas espreguiçadeiras, um trampolim e umas palmeiras. A sala é ampla e tem dois janelões de alto a baixo que dão para esse terraço. Do lado esquerdo da sala está a cozinha, estilo americano, e em frente uma zona de refeições onde a r. também tem todo o seu material de costura. Eu gosto muito da cozinha deles e tenho feito algumas refeições refrescantes por lá. 

***

I know that in Portugal the weather is terrible, that no one can stand any more rain, etc so please don't get mad with me for saying that here it's super hot! I've been in the Gold Coast for the past few days, in r. and l.'s house. I've been having an amazing time. I feel home and very lucky. Their house has two floors and a little backyard with some chairs, a trampoline and a few palm trees. The living room is spacious and has two big windows facing the backyard. On the left side of the living room is the kitchen and right in front they have the dining room which is also where r. keeps her sowing stuff. I really like their kitchen and have been doing some nice refreshing meals there.

Salada refrescante de noodles de arroz 
(para uma pessoa)

Para o molho:
1 dente de alho, ralado
1/4 de chili encarnado, picado
Sumo de meia lima
1 c.sopa de azeite
2 c.sopa de molho de soja

Para a salada:
100gr de noodles de arroz
Vegetais e ervas frescas à escolha: eu usei pepino cortado bem fino, fatias de abacate, cebolinha* cortada às rodelas, folhas de coentros e de hortelã
Cajus ou amendoins tostados
Gomos de lima para servir

Primeiro coza os noodles de acordo com as instruções do pacote (aprox. 2 minutos para usar em saladas). Faça o molho misturando todos os ingredientes numa tigela pequena. Escorra os noodles e passe por água fria para arrefecer. Junte os vegetais, as ervas frescas e os cajus ou amendoins aos noodles e misture tudo bem. Tempere com o molho a gosto e sirva com um gomo de lima.

* a tradução que encontrei para spring onions

***

Rice noodles refreshing salad
(for one)

For the sauce:
1 garlic clove, grated
1/4 of a red chili, finely chopped
Juice of half a lime
1 tbsp olive oil
2 tbsp soya sauce

For the salad:
100gr rice noodles 
Vegetables and fresh herbs: I used finely sliced cucumber, sliced avocado, chopped spring onions, coriander and mint leaves
Toasted cashews or peanuts
Lime wedges to serve

First cook the noodles according to the instructions on the pack (aprox. 2 minutes to use in salads). Make the sauce by stirring all the sauce ingredients in a small bowl. Drain the noodles and run some cold water over them. Add the vegetables, herbs and cashews or peanuts to the noodles and stir well. Season with the sauce to taste and serve with a lime wedge.

Pin It Now!