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Monday, February 24, 2014

Playing with coconut butter

Para todo o lado onde me volto só vejo produtos à base de coco. Talvez por causa disso ando cheia de vontade de o usar em várias refeições do dia-a-dia. Mal tinha chegado a Hong Kong e, numa ida ao Island East Market, abastecemo-nos de Jax Coco para o resto do mês. Uns dias mais tarde, fiz uns crepes com banana caramelizada e coco ralado. E agora tenho em mãos um frasco de manteiga de coco. 

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Everywhere I look I see coconut products. Maybe that's why I've been keen to use it in a lot of different meals. I'd just arrived in Hong Kong and on a trip to Island East Market, me and m. bought Jax Coco to last the whole month. A few days later, I made caramelized banana crepes with shredded coconut. And now I have a coconut butter jar on my hands.


A manteiga de coco não é mais do que todo o interior do coco bem moído. Uma vez que toda a parte sólida do coco se concentra no fundo do frasco e o óleo do coco mais à superfície, convém aquecer em água quente todo o frasco e misturar bem com uma colher antes de usar.

As utilizações são várias e eu comecei por fazer uma receita muito fácil que tinha visto no site SideSaddle Kitchen, um dos meus sites vegan preferidos - acho a Laura super cómica, descontraída e adoro o estilo meio excêntrico dela. 

É só arranjar uns moldes para chocolates, encher com manteiga de coco e levar ao congelador. Quando experimentei lembrei-me logo daquele chocolate de coco, o Bounty, e por isso fiz o mesmo com chocolate derretido e depois uni os dois. 

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Coconut butter is nothing but very well blended coconut flesh. Because the solid part of the coconut stays on the bottom of the jar and the oil on top, you have to heat it a little bit in hot water and mix very well with a spoon before using it.

You can use it in a lot of things and I started by making a very easy recipe I saw on the website SideSaddle Kitchen, one of my favorite vegan websites - I just think that Laura is super funny and relaxed and love her eccentric style.

You just have to have a few chocolate molds, fill them with coconut butter and put them in the freezer. As soon as I tried it, that coconut chocolate bar, Bounty, just came to my mind, and so I did the same thing with melted chocolate and put the two forms together.


Também tenho adicionado uma colher de manteiga de coco a smoothies e acho que deve ficar delicioso como cobertura nuns muffins ou num banana bread.

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I've also been adding a tablespoon of coconut butter to smoothies and it must be delicious spread over a muffin or banana bread.


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Monday, May 20, 2013

Family weekend





Invariavelmente, os fins-de-semana em família são passados em Azeitão. Sábado de manhã, encontrámo-nos todos lá em casa e desta vez a minha prima c. e o pai dela também vieram connosco. A ideia era almoçar num restaurante da zona, dar um passeio ali por perto e passarmos o resto do sábado e o domingo em Azeitão. Decidimos ir até Alcácer do Sal e almoçar no restaurante A Escola - é um restaurante típico português e chama-se A Escola porque fica numa antiga escola primária. Almoçámos muito e muito bem: além das entradinhas típicas portuguesas, salada de polvo, de grão e bacalhau, pimentos e linguiça assada, tudo acompanhado por pão alentejano, pedimos uma das especialidades da casa, a empada de coelho com arroz de pinhões, arroz de choco e camarão, cherne frito com arroz de berbigão e um entrecosto assado com batatas coradas na gordura do porco (nada saudável, eu sei...!). A seguir ao almoço, fomos até ao porto palafítico da Carrasqueira dar um passeio. Tivemos pena de ter apanhado o porto com a maré vazia. A minha mãe, que já lá tinha ido antes, disse-nos que com a maré cheia ou até mesmo meia maré o porto fica muito mais bonito. Ainda fomos uns minutos à praia, mas o vento e o frio estavam tão desagradáveis que voltámos cedo para o calor dos aquecedores da casa.

No domingo, o frio e o vento continuaram e pediam uma sobremesa outonal para o almoço: fiz maçãs assadas enroladas em massa quebrada.

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Family weekends are almost always spent in Azeitão. On saturday morning we all met at our house and this time my cousin c. and her father joined us. The plan was to have a nice lunch in a restaurant on that area, go for a walk nearby and spend the rest of the day and sunday in Azeitão. So, we decided to go to Alcácer do Sal and have lunch at A Escola restaurant - which is a typical portuguese restaurant inside an old school. We ate a lot of very good food: we had some typical portuguese appetizers like octopus salad, chickpea and cod salad, roasted green peppers, roasted linguiça (thin sausage), alentejo bread, and for mains we had rabbit pie with pine nut rice, cuttlefish rice with prawns, fried fish with cockle rice and pork ribs with roasted potatoes. After lunch, we went to Carrasqueira fishing pier for a walk. It was a pity that it was low tide. My mom had been there before and said that with high tide this pier on stilts was even more beautiful. We also manage to go to the beach but it was very windy and cold, so we returned home.

On sunday, the cold weather and the wind set the mood for a kind of autumnal dessert for lunch: I made apples baked in pastry.











Esta receita pode ser mais ou menos complicada consoante vocês façam a vossa própria massa ou não. Já sabem que sou adepta de fazer massas e por isso fiz a minha própria massa.  Acabei por poupar tempo ao não descascar as maçãs - mais do que uma questão de tempo, é uma questão de gosto -  as maçãs com a casca ficam mais rústicas e eu gosto do sabor e textura da casca. Quanto ao tipo de maçã, é o que gostarem mais. Eu aconselho maçãs de tamanho pequeno para que cada pessoa consiga comer uma inteira e não se intimide com o tamanho. Para um sabor e doçura adicional, no lugar do caroço da maçã coloquei o bocadinho de manteiga misturada com açúcar e canela, que derreteu no forno e deixou um molhinho delicioso dentro da fruta.

Maçãs assadas enroladas em massa

Para a massa:
500g farinha sem fermento
2 c.sopa de açúcar amarelo
1 pitada de sal
250g manteiga
1 ovo
2 c.sopa de água fria ou mais caso necessário

Para as maçãs:
6 maçãs pequenas, sem caroço
50g de manteiga amolecida
2 c.sopa de açúcar amarelo
1 pitada de canela

Para servir:
Açúcar em pó e canela

Numa tigela misture a farinha, a açúcar e o sal. Junte a manteiga e trabalhe com a ponta dos dedos até a massa ficar areada. Junte o ovo e água e forme uma bola. Cubra com um pano e leve ao frigorífico pelo menos 30 minutos. Entretanto noutra tigela, misture a manteiga com o açúcar e a canela. Recheie o centro das maçãs com este recheio. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Retire a massa do frigorífico e divida-a em 6 pedaços. Estenda cada pedaço do tamanho necessário que permita embrulhar toda a maçã. Coloque a maçã no centro da massa e una as bordas da massa no topo da maçã, pressionando bem para que a massa não caia. Repita para as restantes maçãs. Coloque as maçãs num tabuleiro polvilhado com farinha e leve ao forno por 30-40 minutos. Sirva quente, polvilhadas com açúcar em pó e canela.

***

This recipe can be more or less complicated depending on whether you make your own dough or not. You know that I like making pastries and so I made my own dough. I ended up saving time by not peeling the apples - more than a matter of time, it's a matter of taste - the apples with the peel are more rustic and I like the taste and texture of the peel. You can use whichever apple you prefer although I recommend you to choose small apples so that each person can eat a whole one and not be intimidated by their size. For additional flavour and sweetness I’ve put a bit of butter mixed with sugar and cinnamon inside the apple, where the core used to be, which melted in the oven and formed a small pool of a delicious sauce.

Apples baked in pastry

For the dough:
500g plain flour
2 tbsp brown sugar
1 pinch of salt
250g butter
1 egg
2 tbsp of iced water, or a bit more if necessary

For the apples:
6 small apples, cored
50g softened butter
2 tbsp brown sugar
1 pinch of cinnamon

To serve:
Confectioner’s sugar and cinnamon

In a bowl mix the flour, sugar and salt. Add the butter and work the dough with the tip of your fingers until it reassembles breadcrumbs. Add the egg and the water and form a ball. Cover with a kitchen cloth and put it in the fridge for at least 30 minutes. Meanwhile, in another bowl mix the softened butter with the sugar and cinnamon. Fill the apple cores with this filling. Pre-heat the oven at 180ºC. Remove the dough from the fridge and divide it in 6 pieces. Roll out each piece to a size that can wrap a whole apple. Place the apple in the centre of the dough and wrap it, pressing well the dough on top of the apple so that it doesn’t fall apart. Do this for the rest of the apples. Place them on top of a floured baking tray and baked them for 30 to 40 minutes. Serve hot, sprinkled with confectioner’s sugar and cinnamon.

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Tuesday, December 11, 2012

Doces Saudáveis \\ Healthy Sweets



Mais um workshop com a Sarah, mais uma tarde cheia de boas vibrações e energia! Eu tenho que dizer que o tema desta vez deixava-me um pouco reticente: “sobremesas saudáveis” são duas palavras que juntas sempre me fizeram alguma confusão. Desde miúda que adoro doces, biscoitos, chocolates, bolos, etc e para quem não sabe, até cheguei a fazer um curso de pastelaria francesa no Ritz de Paris há uns anos atrás. Sobremesas saudáveis é para mim um conceito contraditório: se é saudável então é porque não é uma sobremesa “à séria”! Claro que por motivos de saúde (e estética, sim), durante muito tempo ficava muito contente quando conseguia satisfazer o meu desejo por doces com “sobremesas saudáveis”. 

Mas a minha perspectiva foi mudando ao longo dos anos. Primeiro, eu comecei a mudar a minha relação com os doces (tal como mudei a minha relação com a carne e o peixe) – deixou de me apetecer comer com a mesma frequência. Ou seja, não foi nada radical, apenas deixei de ter vontade de comer doces todos os dias ou todas as semanas. O facto de ter consciência do que se come (versus comer porque sabe bem) é algo que já tenho vindo a falar aqui no blog e é exactamente o que me faz preferir certos alimentos em detrimento de outros. 


Blueberry Chia Pudding - Winter Dessert Class with Sarah Britton


Nos últimos anos, comer uma sobremesa, um doce ou um bolo, tornou-se para mim algo próprio para ocasiões especiais (hoje em dia, se comer uma sobremesa ou fatia de bolo por mês é muito), sempre em pequenas quantidades, mas se é para comer, então que seja uma sobremesa cheia de ovos, açúcar e natas como um cremoso crème brulê, ou algo com muito chocolate, açúcar e manteiga, como um fondant (nada de sobremesas com fruta, adoçantes, light, integrais, etc). E foi assim que desenvolvi uma relação, que eu considero saudável com o mundo das sobremesas – poucas vezes e em pouca quantidade de cada vez. Ou considerava, até há uns fins-de-semana atrás.

Uma das coisas que a Sarah mencionou no workshop foi o mal que o açúcar branco faz à nossa saúde. Até aqui tudo bem, todos sabemos que o açúcar branco não é um “alimento” aconselhável na nossa alimentação diária. Mas o que eu não sabia é que o processo de digestão do açúcar branco consome uma série de nutrientes que temos no nosso corpo, ou seja, não só o açúcar branco não alimenta como ainda nos torna menos nutridos após o seu consumo – um verdadeiro inimigo à nossa saúde e bem-estar… um veneno! 

E assim se criou um novo nível de consciência na minha cabeça. É improvável que deixe pura e simplesmente de comer açúcar branco (tal como nunca deixei de comer carne e peixe), mas sem dúvida que vou olhar para as sobremesas, doces e bolos que aparecerem “poucas vezes e em pouca quantidade de cada vez” à minha frente de uma maneira muito mais crítica.


Raw Mint Chip Tarts - Winter Dessert Class with Sarah Britton


Com esta nova consciência, aliada aos conhecimentos que adquiri no workshop de raw food, decidi testar uma sobremesa clássica, mas raw e sem açúcar claro: Crumble de maçã. Ou de frutas, no geral. A verdade é que já experimentei com maçã e pêra e com pêra e banana e ficam ambas óptimas. A utilização de mel é totalmente opcional e vai depender do gosto de cada um. Quem diz mel diz xarope de Agave, para os vegans. E também dá para juntar passas à fruta e/ou outros frutos secos ao “Crumble”. 



In English

Another workshop with Sarah, another afternoon full of good vibes and energy! I have to say that the theme this time left me a little reticent: "healthy desserts" are two words that together always made me some confusion. Since I was a little girl, I’ve always loved sweets, biscuits, chocolates, cakes, etc. and for those unaware, I even took a French Pastry course at the Ritz Paris a few years ago. “Healthy desserts” is a contradictory concept to me: if it is healthy then it’s not a real dessert! Of course that for health issues (and aesthetics, yes) I have long stood very happy when I could satisfy my craving for sweets with "healthy desserts". 

But my perspective has changed over the years. First, I started to change my “relationship” with sweet things (as I changed with meat and fish) – I didn’t want to eat it as often as I did before. It wasn’t a radical change; I just stopped wanting to eat sweets every day or every week. The fact of being aware of what you eat (versus eating because it tastes good) is something that I have been talking about here on the blog and that is exactly what makes me prefer certain foods over others.

Banana Bread Granola - Winter Dessert Class with Sarah Britton

In recent years, eating a dessert, a sweet or a cake, became something to eat only in very special occasions (today, if I eat a slice of cake or dessert per month is a lot), always in small amounts, but if I’m supposed to eat it, then let it be a dessert full of eggs, sugar and cream like a  creamy crème brulê, or something with a lot of chocolate, sugar and butter, like a fondant (no desserts with fruit, sweeteners, light, etc.) . That’s how I developed a “relationship”, that I considered to be healthy one, with desserts - a few times a year and in small quantities at a time. That’s what I thought until this weekend.

One of the things that Sarah mentioned at the workshop was how bad white sugar is to our health. So far so good, we all know that white sugar is not a good "food" in our daily diet. But what I did not know is that the process of digestion of white sugar consume a lot of nutrients that we need in our body, ie, white sugar not only does not feed you but also makes us less nourished after consumption - a real enemy to our health and well-being ... a poison!

Ginger Cookies - Winter Dessert Class with Sarah Britton

That’s how a new level of awareness was created in my head. It’s not likely that I‘ll simply stop eating white sugar (as I never stopped eating meat and fish), but with no doubt I'll look at desserts, pastries and cakes that appear "a few times a year and in small quantities at a time" in front of me in a much more critical way.



With this new awareness, associated with the knowledge I gained at the raw food workshop, I’ve decided to test a classic dessert, raw and sugar-free: Apple Crumble. Or fruit, in general, crumble. I've experienced with apple and pear and with pear and banana, and they are both great. The use of honey is completely optional and depends on each one’s taste. You can also use Agave syrup if you’re vegan. You can also add raisins to the fruit and / or other nuts to the "crumble".




Raw Crumble (serve 2 pessoas)

4 peças de fruta (podem ser 2 maçãs e 2 peras, 3 peras e 1 banana, ou outra combinação)
Algumas gotas de sumo de limão
1 c.sopa de mel (opcional)
½  chávena de tâmaras, sem caroço
½ chávena de nozes
1 c.chá de canela em pó

Descasque a fruta e coloque metade da fruta num food processor, juntamente com algumas gotas de sumo de limão, para prevenir a oxidação. Triture muito bem até formar um puré. Adicione a restante fruta e o mel, caso necessário, e triture só um pouco, de modo a que ainda se sintam pedaços inteiros, mas pequenos, de fruta. Deite o preparado de fruta em tacinhas. Coloque agora novamente no food processor, as tâmaras e as nozes, com a canela e triture, até a mistura se parecer com pequenas migalhas. Deite este preparado sobre a fruta e pressione ligeiramente. Sirva de imediato.



In English



Raw Crumble (serves 2)

4 pieces of fruit (it can be 2 apples and 2 pears, 3 pears and 1 banana, or other combination)
A few drops of lemon juice
1 tbsp honey (optional)
½ cup of dates, pitted
½ cup of walnuts
1 tsp ground cinnamon

Peel the fruit and put half of it in a food processor, with a few drops of lemon juice, to prevent oxidation. Pulse well until it forms a puree. Add the remaining fruit and honey if necessary, and pulse only a little, so that you have smalls pieces of fruit blended with the puree. Pour the prepared fruit in bowls. Now, put again in a food processor, the dates and walnuts with the cinnamon and pulse it until the mixture resembles small crumbs. Pour this mixture over the fruit and press slightly. Serve immediately.



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Monday, September 03, 2012

Crisp de framboesas e pêssegos Paraguaios



Já disse e volto a dizer: para mim o ano começa em Setembro. É o mês ideal para fazer mudanças, novos planos, para esquecer o que ficou para trás e começar tudo numa folha em branco.

Então, depois de muita consideração decidi começar a escrever também em inglês. No início tinha as minhas dúvidas sobre se seria uma boa ideia, mesmo sabendo que cresci a ler receitas e a ver programas de culinária em inglês, muito mais do que em português e que a maioria da minha inspiração vem de revistas, blogs, livros e websites em inglês. Devo dizer que escrever é o que mais me custa fazer para o blog e sempre que pensava em traduzir o que escrevia rapidamente chegava à conclusão que levaria demasiado tempo e daria demasiado trabalho. Contudo, acontecimentos recentes e projectos futuros fizeram com que mudasse de ideias.
Assim, a receita que vai assinalar este fantástico acontecimento aqui no blog é este doce, sumarento e estaladiço Crisp de framboesas e pêssegos Paraguaios.



In English:
I’ve said it before and I say it again: for me the year starts in September. This is the ideal month to make changes, new plans, to forget what’s behind us and start everything on a clean slate.
So, after much thought I’ve decided to start writing this blog in english, as well as in portuguese. At first I had my doubts about whether it would be a good idea, even though I grew up reading recipes and watching cooking shows in English, far more than in Portuguese, and most of my inspiration comes from English written magazines, blogs, books and websites. I must say that writing is the most demanding task I do for the blog and up until today, whenever I thought of translating what I’d written I would quickly come to the conclusion that it would take too much time and too much effort to do it. However, recent developments and future projects have led me to change my mind.
The recipe that marks this fantastic event here on the blog is this sweet, juicy and crunchy Raspberries and flat peach Crisp.



Crisp de framboesas e pêssegos Paraguaios
5 pêssegos, cortados às fatias
250g de framboesas
1 c.sopa de açúcar amarelo
½ chávena farinha sem fermento
½ chávena aveia
½ chávena açúcar amarelo
4 c.sopa manteiga com sal, bem fria e cortada em pedaços
1 c.chá canela
1 pitada sal
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Num recipiente apropriado para ir ao forno, misture os pêssegos cortado com as framboesas e a colher de sopa de açúcar. Numa tigela misture a farinha com a aveia, o açúcar a canela e o sal. Junte a manteiga e trabalhe a manteiga e os restantes ingredientes seco de modo a que a massa fique com uma textura areada. Deite a massa por cima da fruta e leve ao fonor durante 30-40 min até o topo estar dourado e a fruta cozida. Sirva com gelado de baunilha, ou natas frescas, ou neste caso, com queijo Mascarpone aromatizado com extracto ou sementes de baunilha.


In English:
Raspberries and flat peach crisp
5 peaches, cut into slices
250g raspberries
1 tbsp brown sugar
½ cup plain flour
½ cup oatmeal
½ cup brown sugar
4 tbsp cold salted butter cut into pieces
1 tsp cinnamon
1 pinch salt
Preheat oven to 180 º C. In an ovenproof baking dish, combine the sliced ​​peaches with raspberries and the tablespoon of sugar. In a bowl mix the flour with the oats, sugar, cinnamon and salt. Add the butter and work it with the remaining dry ingredients until the dough reassembles a crumbly mixture. Pour the crumble over the fruit and bake it for 30-40 minutes until the top is golden and the fruit is cooked. Serve with vanilla ice cream or fresh whipped cream, or in this case, with Mascarpone cheese flavored with vanilla extract or seeds.



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Saturday, May 26, 2012

Gelado 100% banana


É uma das receitas mais rápidas e saudáveis de fazer gelado. E só leva banana. Ou pelo menos pode-se só fazer com banana. Estava ontem a dar uma olhadela ao the kitchn e deparei-me com esta receita. Já que tinha bananas em casa, achei que podia tentar ver se de facto um gelado só de banana resultava mesmo. Para mim o mais importante é a textura e é exactamente para ter uma textura correcta que existem as máquinas de gelado, que vão quebrando os cristais que se vão formando à medida que o gelado vai solidificando.

Estava a parecer-me bom de mais que só com banana conseguisse alguma coisa de jeito. Mas a verdade é que sim, é mesmo possível e o gelado fica mesmo bom! Além de só banana, experimentei fazer também com mitilhos, utilizando a mesma base de banana. E como as minhas bananas podiam estar um bocadinho mais maduras, adicionei duas colheres de chá de xarope de agave para adoçar ligeiramente. Mas é totalmente opcional.

Segundo o the kitchn, dá para adicionar uma série de sabores extra como Nutela, manteiga de amendoim, leite condensado, chocolate em pó, etc. O que vale é que o verão ainda nem começou...! Muito gelado se vai fazer na minha cozinha nos próximos tempos!!!


Gelado de banana (dá para aproximadamente 400gr)

3 bananas maduras, sem casca
Adicionais (opcional): 2 c.chá de xarope de agave para adoçar e uma mão-cheia de mirtilhos

Corte as bananas às rodelas e congele durante umas horas. Triture a banana num food processor até ficar cremosa - este processo vai demorar alguns minutos; deve ir raspando os lados do food processor para que a lâmina não esteja a trabalhar "a seco". Junte os adicionais, se pretender, ou outros ingredientes às escolha. Deite o gelado num recipiente apropriado e reserve no congelador até poucos minutos antes de servir.

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Sunday, April 15, 2012

Bolo de morangos


“Nada como um fim-de-semana comprido para por as coisas em dia”. Era assim que eu tinha começado o post que planeava publicar no início da semana passada, mas nada como uma semana bastante preenchida para desorganizar tudo outra vez…! Ainda que com atraso, deixem-me que vos diga que finalmente consegui arrumar o escritório na minha nova casa, que até ao fim-de-semana passado era a arrecadação/papelão cá do sítio. Eu não sou uma pessoa muito arrumada, é típico meu acumular essencialmente papéis, contas, extractos bancários, recibos de médicos, talões, etc, etc durante meses, e de repente dá-me uma coisinha e arrumo tudo e no meio dessa arrumação acabo por encontrar coisas das quais não me lembrava há anos.

Para quem segue o blog já há algum tempo se calhar lembra-se desta viagem que fiz há dois anos aos Estados Unidos. Abreviando, nessa viagem fiz um workshop de fotografia com duas fotógrafas americanas, a Francine Zaslow e a Deborah Jones, e no final do workshop a Deborah “presenteou” os participantes com uma folhinha de papel (foi esta folhinha que encontrei no meio da infindável papelada que habitava no meu escritório) com algumas frases inspiradoras que a orientavam no dia-a-dia de trabalho enquanto fotógrafa. Uma das frases que mais sentido faz para mim é sobre persistência.

Nothing in the world can take the place of Persistence. Talent will not; nothing is more common than unsuccessful men with talent. Genius will not; unrewarded genius is almost a proverb. Education will not; the world is full of educated derelicts. Persistence and determination alone are omnipotent.” Calvin Coolidge, 30th US President


Eu gosto de aliar a persistência a uma certa introspecção. Não é que não goste de ver o que se passa à minha volta, claro que gosto e claro que tenho diversas fontes de inspiração a vários níveis (considerem já ultrapassado o âmbito da fotografia e extrapolem já para um nível de vida pessoal), mas para mim é tão fácil "perder-me" no que me rodeia que considero a instrospecção um comportamento fundamental para que cada um siga a sua vida da melhor e mais fiel maneira possível.

Outra que também gosto muito, mais a nível artístico mas também adaptável a outras áreas da vida é:

"Never try to be an artist. Just do your work and if the work is true, it will become art." Duane Michaels, photographer


Bolo de morangos

Tal como nos bolos de maçã e de chocolate, cada um acaba sempre por ter a sua receita preferida, infalível e mais saborosa. No que toca a bolos clássicos eu recorro ao meu livro de sempre o "Mary Berry's Ultimate Cake Book". "Swiss Wild Strawberry and Walnut cake" tem a dose certa de simplicidade e originalidade. Fiz algumas adaptações à receita, umas por gosto pessoal outras por falta de ingredientes. Infelizmente não tive a oportunidade de encontrar morangos silvestres e substituí as natas batidas (não sou muito fã de natas batidas) por um creme de mascarpone e crème fraîche. Também marinei ligeiramente os morangos em açúcar e limão, e salpiquei o bolo com colherzinhas de doce de morango. Dupliquei as quantidades de bolo, fazendo assim dois bolos em vez de um cortado ao meio. Como só tenho uma forma de mola, fiz o bolo por duas vezes.

Para o bolo:

2x3 ovos
2x100g de açúcar mascavado
2x75g de farinha com fermento
2x50g de nozes bem picadas


Para o recheio e cobertura:

300g de queijo mascarpone
300ml de crème fraîche
1 c. chá de extracto de baunilha
800g de morangos, lavados e sem pé
Açúcar e umas gotas de limão a gosto
Doce de morango a gosto


Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma de mola com manteiga e forre o fundo com papel vegetal. Numa tigela bata os ovos com açúcar até estarem bem cremosos (aproximadamente 5 minutos). Junte a farinha peneirada e as nozes e envolva delicadamente. Deite na forma e leve ao forno durante 30 minutos ou até o bolo estar cozido e ligeiramente dourado. Repita novamente para o segundo bolo. Entretanto corte os morangos às fatias e aos pedaços, deixando alguns inteiros para decorar a cobertura. Coloque os morangos numa taça, regue com algumas gotas de sumo de limão e polvilhe com um pouco de açúcar. Deixe marinar até o bolo estar pronto a ser montado. Noutra tigela bata ligeiramente, só para misturar, o queijo mascarpone com a crème fraîche e a baunilha e guarde no frigorífico. Quando os dois bolos estiverem prontos e à temperatura ambiente, coloque um deles num prato, cubra com parte do creme de mascarpone, disponha por cima os morangos e pequenas colherzinhas de doce. Volte a colocar mais algum creme por cima e logo de seguida o segundo bolo. Sobre o topo do segundo bolo espalhe o restante creme e decore com mais morangos.


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Sunday, March 18, 2012

Scones de morango e aveia


Scones de morango e aveia. Este tem sido o alimento principal da minha alimentação e da do m. nos últimos dias. Comemos a todas as refeições. Literalmente. Ontem jantámos scones… só scones!

A receita está mais do que testada e é uma delícia. Têm uma textura muito leve o que faz com que se esfarelem com bastante facilidade. Não dá lá muito bem para os partir ao meio e barrar com manteiga mas ninguém vai querer saber disso assim que levar um pedaço destes scones à boca!




A aveia também melhora não só a textura como o sabor da massa. E claro que dá para substituir os morangos por outros frutos (aqui no blogue já fiz scones de maçã). Podem por mirtilhos, amoras, framboesas ou até uma mistura de frutos silvestres.


Na lista de ingredientes vão reparar que coloco à vossa consideração mais ou menos quantidade de líquido, neste caso de leite e natas. Apesar de serem só duas colheres de sopa, de facto a textura da massa fica diferente. Assim, se preferirem uma massa mais moldável no início e mais consistente depois da cozedura não adicionem mais do que os 125ml de leite e de natas. Se preferirem uma textura mais suave adicionem estas duas colheres. Nesta última hipótese, terão que moldar os scones com a ajuda de uma colher.



Scones de morango e aveia

300gr de farinha
3 c.sopa de açúcar mascavado
3 c.chá de fermento em pó
1 c.chá de bicarbonato de sódio
½ c.chá de sal
120gr de manteiga sem sal
125ml + 1 c.sopa de leite (se necessário)
125ml + 1 c.sopa de natas (se necessário)
1 c. chá de extracto de baunilha
80gr de flocos de aveia
6 ou 7 morangos de tamanho médio, sem pé e cortados aos pedaços

Aqueça o forno a 180ºC. Forre dois tabuleiros para ir forno com papel vegetal e reserve. Num food processor misture a farinha, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal. Junte a manteiga cortada aos cubos e misture até a massa parecer areia. Numa tigela grande deite o leite, as natas e o extracto de baunilha e misture bem. Junte aos líquidos a aveia, a massa de farinha e manteiga e os morangos e mexa com a ajuda de uma colher. A massa vai estar com aspecto pegajoso. Utilize uma colher de gelado para moldar os scones sobre os tabuleiros. Conforme o tamanho da sua colher, molde 12-14 scones sobre o papel vegetal, bem afastados uns dos outros. Leve ao forno durante 25 minutos ou até estarem dourados. Retire do forno e sirva mornos com manteiga ou queijo creme.
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Tuesday, March 06, 2012

in the mood for cherries


Para quem ainda não acompanha o In the mood for food no Facebook (esta é dica para irem já, já, já fazer um like na página!), com certeza que ainda não sabe da rubrica que tenho na página oficial da exposição que representa a ilustração portuguesa na Feira do Livro Infantil de Bolonha 2012, e que tem como nome “Como as cerejas”.

A primeira receita desta rubrica é um delicioso bolo de chocolate e cerejas! Deixo-vos aqui o vídeo, mais uma vez filmado pelo meu irmão, e a dita receita.





Bolo de chocolate e cerejas

125gr de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
80gr açúcar amarelo
4 ovos, gemas separadas das claras
½ colher de chá de extracto de baunilha
150gr chocolate em barra derretido
120gr de amêndoa ralada
250gr de cerejas, sem pés nem caroços
Uma pitada de sal
Açúcar em pó, para polvilhar antes de servir

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma de mola com 26cm e forre o fundo com papel vegetal. Numa tigela bata a manteiga, adicione o açúcar e bata tudo novamente. Adicione as gemas dos ovos uma a uma, mexendo bem entre cada uma. Junte o extracto de baunilha, seguida do chocolate derretido. Depois envolva a amêndoa. Bata as claras em castelo, e adicione-as à mistura de chocolate, em três vezes, envolvendo tudo com cuidado e com a ajuda de uma colher de metal grande. Deite a massa na forma, que já deve estar untada e forrada com uma folha de papel vegetal, e espalhe-a até estar uniforme. Disponha as cerejas por cima da massa e por fim polvilhe tudo com uma pitada de sal. Leve ao forno durante 20 minutos. Retire do forno e deixe o bolo arrefecer ligeiramente antes de desenformar. Para desenformar, passe a ponta de uma faca entre o bolo e os lados da forma, abra a mola da forma e remova-a da base. Polvilhe com açúcar em pó antes de servir, de preferência, morno.




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Friday, December 23, 2011

Trifle de Natal


Um trifle é uma sobremesa feita com restos de bolo (sponge cake), fruta (frutos silvestres, por exemplo), custard e natas batidas, tudo em camadas.

Em boa verdade, o trifle é mais uma sobremesa de primavera do que de inverno. E também não é típica de natal – a estrela doce do natal inglês é mesmo o christmas pudding. Mas não deixa de ser, na minha opinião, uma excelente maneira de terminar a refeição a seguir a um belo prato de peru assado. Tem tudo o que uma boa sobremesa deve ter: é fresca, cremosa e doce. A acrescentar o facto de poder ser muito fácil de fazer, bastando para tal ter os ingredientes certos.

 

O grau de dificuldade da receita vai depender da quantidade de trabalho que queiram ter: podem fazer o bolo de propósito, comprar já feito, ou usar um resto de bolo que tenham, podem por mais ou menos tipos de fruta, fazer a vossa receita de custard ou comprar já feito, podem bater as natas ou usar iogurte grego, decorar com chocolate ralado ou amêndoas tostadas, enfim, têm um enorme variedade de opções, umas mais e outras menos trabalhosas.

Eu vou vos dar a hipótese mais simples. E em forma do segundo vídeo In the mood for food! No fim-de-semana que estivemos em Azeitão, eu e o meu irmão aproveitamos para fazer uma segunda filmagem para o blog. Foi bem mais desafiante pois já tínhamos o primeiro filme feito, e gostámos tanto desse resultado que agora sentimos um pouco aquela pressão de ou fazer “igual” ou apostar em algo diferente. Fomos pela segunda via e esperamos que também gostem.


Então, esta receita é do tipo que não precisa de quantidades muito certas. Eu comprei 6 queques básicos de pastelaria, escolhi para a salada de frutas 3 mangas, 2 kiwis e 1 taça de frutos silvestres, mais uma carambola e umas groselhas para decorar. Fiz uma calda de açúcar para adoçar a fruta e humedecer os queques um pouco.


Substituí o custard pelo molho de baunilha do Ikea (que eu adoro e acho muito versátil) e usei uma embalagem de crème fraîche em vez de natas batidas, ligeiramente adoçado com uma colher de sopa de açúcar em pó. Depois é só colocar tudo às camadas: primeiro os queques, depois a fruta, seguida do molho de baunilha e do crème fraîche. No final decorei com fatias de carambolas e cachos de groselhas.
Feliz Natal a todos!!!


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