Sunday, October 30, 2011

Tarte de abóbora, batata e espinafres


Com o Halloween a chegar dá jeito ter uma receita com abóbora "à mão". Para esta receita, inspirei-me no maravilhoso strudel de vegetais que o Kaffeehaus serve, mas em vez de fazer strudel fiz em forma de tarte e usei massa folhada.

***

A minha amiga c. é a pessoa que conheço que mais vibra com este dia. Nós somos amigas desde os 10 anos, e por volta dos 16, no auge da nossa adolescência rebelde, ela decidiu dar uma festa memorável de Halloween.

 

A avó dela tinha uma casa, perto da Av. Estados Unidos da América, que era o local perfeito para a festa: uma casa decorada com cores escuras, candeeiros de tecto antigos, sofás de veludo e grandes e imponentes cortinados. Lembro-me que a c. passou horas e horas no computador a fazer enfeites de teias de aranha e outros bichos. E também me lembro de, na véspera, ir na minha scooter ao Mercado de Alvalade comprar a maior abóbora que havia para venda. Levei-a aos meus pés, na mota, até casa da avó dela e lá tiramos todo o interior e recortámos uns olhos e uma boca de ar maléfico.


Pegámos também num daquele cabides altos que têm uma base para por os sapatos e terminam nuns "ombros e um pescoço", cobrimo-lo com um lençol branco e pintámos a zona do pescoço com um marcador encarnado para fingir que era sangue de uma cabeça acabada de degolar (creeeeeepyyyy - heheheh!). A cabeça degolada era, claro está, a própria abóbora, que pusemos em cima de uma arca antiga ao lado do cabide, cheia de velas no interior.

 

Mas o pormenor mais sinistro, macabro e ao mesmo tempo genial de toda a decoração da festa era uma cabeça de uma boneca com cabelos muito louros e um - sim, só um - olho muito azul, que pendurámos com um elástico no tecto, à entrada da casa, e que dava as "boas-vindas" assim que abriamos a porta aos convidados -foi sem sombra de dúvida a melhor festa de Halloween de sempre!


Tarte de abóbora, batata e espinafes

1 base de massa folhada já feita para tartes
2 chávenas de abóbora cortada aos cubos de 2cm por 2cm
1 chávena de batata cortada da mesma maneira
1/2 chávena de espinafres já cozidos
Azeite, sal, pimenta e nóz moscada a gosto
1 raminho de tomilho
50gr de queijo feta


Pré-aqueça o forno a 200ºC. Comece por assar a abóbora com um fio de azeite, o ramo de tomilho e um pouco de sal. Coza as batatas em água também temperada com sal. Estenda a massa num tabuleiro e pique com um garfo por toda a superfície. Quando a abóbora e a batata estiverem cozinhadas, junte todos os vegetais num tabuleiro ou tacho, e ajuste os temperos. Deite os vegetais no centro da massa deixando cerca de 6 cm de bordas. Dobre as bordas da massa sobre os vegetais e esfarele o queijo feta por cima. Pincele a massa das bordas com azeite e leve ao forno por 30 minutos ou até a massa estar dourada e folhada. Sirva com molho de iogurte natural e cebolinho picado.


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Monday, October 24, 2011

Crumble de pêra e gengibre


Eu considero a pêra uma das melhores frutas de inverno. Fica óptima tanto em sobremesas como em saladas. Gosto particularmente de pêra cozida. Tem uma textura macia, é doce e  muito reconfortante. Esta sobremesa é um mimo para estes dias cinzentos e tristes, nos quais só me apetece mesmo ficar em casa, enrolada a uma mantinha, a ouvir música e a ler um livro.


A receita da massa do crumble é da minha mãe e nós temo-la feito desde sempre. Não há cá aveia, nem amêndoas ou outros frutos secos, é uma simples massa, quase de biscoito. Fica perfeita no crumble de maçã, que é a receita original. Neste, de pêra, fica ligeiramente mais para o “bolo” do que para o “biscoito”. Eu acho que é porque a pêra é muito mais sumarenta do que a maçã e acaba por não deixar que a massa enrijeça muito. Se calhar com menos umas gramas de manteiga a massa fique mais estaladiça, mas sinceramente não experimentei nenhuma alteração e mantive as proporções originais.


Crumble de pêra e gengibre

4 pêras
1 c.sobremesa de gengibre fresco ralado
160g de farinha
80g de açúcar + 1 c.sobremesa
80g de manteiga
¼ c.chá de canela em pó
¼ c.chá de gengibre em pó


Pré-aqueça o forno a 180ºC. Descasque as peras e corte-as em fatias finas. Coloque as fatias de pêra numa tigela e misture o gengibre fresco ralado e uma colher de sobremesa de açúcar. Noutra tigela misture a farinha com o açúcar, a canela e o gengibre. Junte a manteiga aos cubos e trabalhe a massa até parecer areia grossa. Numa travessa que possa ir ao forno, coloque as fatias de pêra e por cima deite a massa. Pressione a massa de modo a tapar a pêra na sua totalidade. Polvilhe com uma pitada de açúcar e outra de canela. Leve ao forno durante 45 minutos. Sirva morno.





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Thursday, October 20, 2011

Um bolo clássico e umas leituras para o fim-de-semana


O BOLO:

* French-Style Yogurt Cake with lemon, de um dos meus blogs preferidos, Orangette, com um icing adicional feito com uma chávena de açúcar em pó e 3 c.sopa de sumo de limão;


AS LEITURAS:

* Também um favorito de longa data, o blog Wit&Delight

* Le Love, um blog dedicado ao amor, com tudo o que tem de bom e de mau;

* Blinks of life, um tumblr com frases inspiradoras para o dia-a-dia;



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Tuesday, October 18, 2011

5 dicas para quando fizerem um workshop de sushi em vossa casa


Confesso que há coisas que para mim dão tanto trabalho que sinceramente prefiro ir a um bom restaurante comê-las do que passar horas a fazê-las. Todas as minhas (poucas) tentativas de fazer sushi em casa até correram benzito, contudo já tinha deixado esta ideia de lado – dado, claro está, à trabalheira que dá e porque estou muito bem servida com o Origami - até que a minha amiga i. me falou da Yuko. Uns amigos dela tinham experimentado e adorado. Inscreveram-se para o workshop no espaço dela em Lisboa, só levaram umas garrafas de vinho e durante 3 ou 4 horas a Yuko ensinou o básico de como fazer sushi, desde cozer o arroz, arranjar o peixe, cortar os vegetais e enrolar o sushi. No final jantaram o que tinham preparado! O programa pareceu-nos óptimo e ficámos de combinar o mesmo.

Até aqui tudo bem não fosse o espaço da Yuko estar indisponível para a data que tínhamos marcado, o que fez com que tivéssemos que ir todos para Azeitão – o sítio mais perto de Lisboa, mais barato e com condições para albergar 9 aspirantes a sushiman. E é aqui que as coisas podem complicar. É que uma coisa é chegar prontinha ao sítio e ter já tudo preparado à espera de começar, outra coisa completamente diferente é levar o workshop até nossa casa!

Então aqui vai:

Dica n.º1: não afiem as vossas facas antes de começar o workshop pois só assim é que os vossos makis vão parecer autênticas obras de arte abstracta, peças únicas e inimitáveis!! :D

Dica n.º2: se puderem, tenham à mão dois tipos de facas, uma maior e uma mais pequena. A não ser que queiram um workshop mais desafiante, seja para uns, a cortar peixe com a faca de descascar batatas ou para outros, a cortar a casca do pepino com facas enormes!

Dica n.º3: Peçam pelo menos a um amigo que não goste de sushi para fazer a reportagem fotográfica. Nós tínhamos o n. a tirar as fotos e a c. a “tirar apontamentos mentais”. Mas não se esqueçam de preparar um petisco diferente como alternativa ao sushi :)

Dica n.º4: Verifiquem se têm muitas travessas ou pratos para servir. Nós fizemos imensos rolos, e alguns deles bem recheados (tipo, a alga e o arroz não envolviam o recheio…!). Dava à vontade para almoçarmos sushi no dia seguinte!

Dica n.º5: Assegurem-se que o dia seguinte é dia de empregada. Acho que não tenho que dizer porquê…!

 Bom, concluindo, além de bem divertido e de uma barrigada de sushi, já estamos todos mais do que aptos a arranjar um part-timezito num restaurante!

* muitos, muitos agradecimentos ao n. pelas óptimas fotos que tirou durante o workshop!!!

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Friday, October 14, 2011

Para o pequeno-almoço de amanhã…


Torradas com Ricotta, uvas e mel

1 fatia de pão
2 colheres de sopa de queijo Ricotta
Raspa de 1/2 laranja
1 mão cheia de uvas
1 c.sopa de mel

Comece por torrar a fatia de pão levemente. Numa taça junte o queijo Ricotta e a raspa da laranja e misture bem. Corte algumas as uvas ao meio e deixe outras inteiras. Barre o queijo Ricotta sobre a fatia de pão, coloque por cima algumas uvas e regue com o mel.


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Monday, October 10, 2011

BLT com abacate


Continuando com as receitas das férias de verão – até porque com este calor não dá mesmo para pensar noutra coisa – férias não são férias sem que se comam muitas sanduíches. Sobretudo na praia. Há qualquer coisa de especial em saborear uma sanduíche na praia que não é nada igual a comê-la noutro sítio. Então se for a seguir a um banho fresco, sabe melhor ainda. Eu adoro sanduíches e esta é uma combinação clássica à qual adicionei umas fatias de abacate – se seguem o blog há algum tempo, sabem como eu adoro abacate!


Comecem por grelhar numa frigideira algumas fatias de bacon, durante 1 a 2 minutos de cada lado. Entretanto torrem ligeiramente umas fatias de pão na torradeira (se for para levar para a praia eu prefiro não torrar o pão e fazer as sanduíches com pão fresco). Barrem as fatias de pão com maionese, e disponham folhas de alface (de preferência uma alface de folhas mais estaladiças) seguidas de rodelas de tomate, fatias de bacon já grelhadas e de fatias de abacate.

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Thursday, October 06, 2011

Baked potatoes e uma entrevista!

É sempre um prazer aparecer como "convidada" noutros blogs. Desta vez foi a s. do blog raspberry essence que me lançou o desafio. Passem pelo blog dela e vejam a entrevista que dei e a receita destas saborosas batatas assadas!


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Tuesday, October 04, 2011

Lemon and lime pie


Há mais de um ano que eu e o meu irmão andávamos a falar em fazer um vídeo de uma receita e finalmente nestas férias conseguimos fazer as nossas primeiras filmagens. Claro está que foi muito divertido! Risota, algum histerismo e uns quantos percalços, porque isto de se filmar uma receita assim como quem vai ali e já vem, não é tão fácil como poderá parecer. Entre não ter os melhores utensílios (não imaginam o que eu me irritei com o ralador que tenho em Azeitão) e ter deixado queimar a base da tarte enquanto filmava o recheio, obviamente por culpa das minhas assistentes de produção (mãe e tia) que estavam mais entretidas a cozer os brócolos para o almoço, a tirar fotografias do cenário e a distrair o realizador, o mais chato mesmo foi só reparar em certos pormenores depois do filme estar todo feito e sem possibilidade de um novo take! Mas não há nada como um bom editor, e nisso o meu irmão superou todas as expectativas. Não podia estar mais orgulhosa dele!

O que é que vocês acham?

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