Thursday, November 25, 2010

flavour


Como sabem adoro ler e ultimamente comprei uns livros muito interessantes. Um deles é o “The Flavour Thesaurus” da autora Niki Segnit e basicamente é um livro sobre como conjugar sabores (tipo, o que é que vai bem com o quê). Dividido em 16 sabores temáticos, entre os quais os sabores cítricos, os amostardados e os marinhos, o livro lista cerca de 99 ingredientes, agrupados por tipo de sabor, e sugere combinações desde as mais clássicas às mais inovadoras, com referência a algumas receitas, pratos de Chef’s conhecidos e restaurantes. Eu diria que é indicado para os cozinheiros mais criativos ou para quem gosta de saber o que está por trás de combinações de sucesso, como pêssegos e baunilha ou alecrim e avelãs ou ainda cogumelos e abóbora. É sem dúvida um óptimo presente de Natal para o gourmet da família!


E por falar em conjugações de sabores de sucesso e presentes de Natal, neste fim-de-semana de 26, 27 e 28 decorre o Bazar de Natal no Convento dos Cardaes. Não se esqueçam de aparecer à hora do lanche e de comprar umas compotas! Bom fim-de-semana!
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Sunday, November 21, 2010

Apple Pie


Nesta semana os americanos celebram o Thanksgiving day e a blogosfera está cheia de receitas alusivas ao dia. Eu não costumo celebrar, com pena, porque não gosto de perder uma oportunidade de comer peru assado, stuffing e montes de vegetais saborosos, mas não consigo ficar indiferente a este ritual totalmente americano. Os sabores do Thanksgiving day são simplesmente inspiradores. Parece que todos os ingredientes do Outono vão para mesa: temos a abóbora, em sopas, purés, gratinados, doces, temos a maçã em recheios de peru, sobremesas e molhos, temos os vegetais do tempo frio como as couves, de Bruxelas, roxas, ou outras, salteadas com frutos secos, cranberries, pecans, nozes, amêndoas, temos as cenouras (aqui, aqui e aqui!), as batatas, doces ou normais, as castanhas e as uvas.

Vejam este link da secção de Dining & Wine do NYTimes e fiquem a salivar!

Mas acima de tudo, a altura do Thanksgiving day, falando obviamente apenas no âmbito culinário, é uma altura para comer tartes. Tartes! O tipo de sobremesa que eu mais gosto de fazer e de comer. Esqueçam os cupcakes e os macarons. Haverá algo mais reconfortante do que comer uma bela fatia de tarte? Seja ela rústica ou delicada, mais ou menos saudável, a tarte é A sobremesa.


Acerca desta tarte em particular, a receita é baseada numa tarte de maçã do Jamie Oliver. A massa da tarte é bastante delicada e tem tendência a ficar presa à bancada. Não desesperem, tenham paciência, é mesmo assim. Já tentei com outro tipo de massa, mais fácil de se trabalhar, mas o resultado final não é tão bom. Decidi dar aroma de baunilha à massa e digo-vos que fica perfeita. Mas já sabem, usem extracto de baunilha e não essência. Relativamente às maçãs, podem usar o tipo de maçã que quiserem. Quem gostar de um sabor mais ácido recomendo sem dúvida que use maçãs granny smith, são as minhas preferidas para esta tarte. Mas também podem usar maçãs reineta ou uma mistura de variedades. Nas especiarias, dêem asas à vossa imaginação. Eu usei gengibre fresco e em pó, canela e noz moscada.


Apple pie

Para a massa:
240gr de farinha
140 gr de manteiga
80gr de açúcar amarelo
1 c.chá de extracto de baunilha
1 gema
Água fria
1 gema ovo com um pouco de leite para pincelar a massa

Para o recheio:
7 ou 8 maçãs, cortadas aos quartos, descascadas e sem caroço
2 c.sopa açúcar amarelo
1 c.sopa de manteiga
Raspa de 1 limão
Sumo de ½ limão
1 c.chá de canela em pó
1 c.chá de gengibre em pó
1 c.sopa de gengibre fresco
Uma pitada de noz moscada ralada
½ chávena de sultanas

Para a massa, junte a farinha, o açúcar, a manteiga e a baunilha. Quando a aparência da massa for semelhante a uma espécie de crumble, junte a gema e uma colher de sopa de água fria (se achar que a massa está muito seca, junte mais um pouco de água). Deite a massa por cima da bancada da cozinha e una até formar uma bola (não amasse a massa). Cubra com papel aderente ou com um pano húmido e coloque no frigorífico enquanto prepara o recheio. Leve ao lume todos os ingredientes do recheio e deixe cozinhar durante 10 minutos. Deixe arrefecer totalmente. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma de tarte e estenda metade da massa. Deite o recheio e cubra com a outra metade da massa, apertando as bordas de modo a que a tarte fique selada. Faça pequenas incisões no topo da tarte, pincele com uma gema de ovo e leve ao forno, na prateleira de baixo, durante 40 minutos. Sirva a tarte morna ou à temperatura ambiente.


Nota pós-publicação: estava um bocado a dormir ontem quando fiz este post (!) e enganei-me na quantidade de maçãs. Na realidade são 5 ou 6 de tamanho médio para esta quantidade de massa.

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Sunday, November 14, 2010

Amsterdam


Amesterdão era das poucas cidades europeias que eu ainda tinha curiosidade em visitar. Combinei com mais duas amigas minhas, a MJ e a M., que vivem em Madrid, e lá fomos nós!

Não começou propriamente da melhor maneira para mim, mas após uma pequena aventura que envolveu um voo perdido, uma quase viagem de comboio e uma agradável tarde no Aeroporto Sá Carneiro a ouvir jazz ao vivo, lá cheguei, na 6ª à noite, a Amesterdão. A impressão que se tem ao chegar a Amsterdam Centraal não é a melhor: eléctricos modernaços, milhares de bicicletas todas amontoadas, edifícios em obras, sinais luminosos a anunciar comida rápida (já agora, sabiam que o prato oficial de Amesterdão é batatas fritas com maionese?!) e muitas pessoas de um lado para o outro. Mas passando toda esta confusão e dirigindo-nos mais para o centro da cidade, começamos a ver as casinhas típicas de dois ou três andares, com grandes janelas e fachadas em tijolo, as ruas mais estreitas, os canais, as boathouses, as lojinhas pitorescas e os cafés acolhedores.

Amesterdão é daquelas cidades onde dá gosto andar a pé. Isto é se não formos atropelados pelas centenas de bicicletas que passam por nós! Como em qualquer outra cidade, uma das coisas que mais gosto de fazer é ir ao mercado. Aproveitámos a manhã de Sábado para visitar o Noordmarket, o farmer’s market lá do sítio, situado no bairro Jordaan.


Obviamente que me deliciei com todas as bancas, desde a dos vegetais, à das flores, passando pela dos queijos, dos bolos e dos pães. Na volta, passeamos por uma das ruas mais giras, a Prinsengracht, cheia de lojas e cafés com muito movimento.


No domingo fizemos uma visita rápida ao Rijksmuseum e da parte da tarde fomos até ao Westerpark, um grande parque na parte oeste da cidade. Inicialmente tinha a intenção de ir ao Proef, o restaurante da eating designer holandesa Marije Vogelzang, mas quando lá chegamos apercebemo-nos que ela apenas abria para o jantar e acabamos por lanchar numas barraquinhas de comida ao ar livre, mesmo no parque.


Não preciso de vos dizer que foi tudo muito divertido e que fiquei cheia de vontade de voltar!

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Friday, November 05, 2010

Endívias assadas com presunto


As endívias não são um vegetal fácil de se gostar. São muito amargas. No entanto têm potencial. Como a Molly Wizenberg do blog Orangette escreve “And it was in France, dear reader, that I learned to swallow the bitter pill best known as endive—not a life lesson, perhaps, in the strict sense of the term, but a promising turn for a palate (…) Repetition, it seems, works as well at the dinner table as it does in the classroom(…)”.

A experiência é mais ou menos a seguinte. Olhamos para as endívias e parecem-nos couves, ao cortar têm textura de couves, a primeira sensação na boca é de muitos sucos e folhas macias (como couves novamente). Depois é que vem o sabor amargo. Mastigamos mais um pouco e encontramos uma pedacinho de presunto estaladiço, as natas cremosas envolvem tudo e tudo fica mais tentador. A sério, experimentem!



Endívias assadas com presunto (para 2 pessoas, como acompanhamento ou refeição ligeira; omitam o presunto se preferirem um prato vegetariano)

2 endívias cortadas aos quartos
4 fatias de presunto
2 c.sopa de azeite
1 c.sopa de manteiga sem sal
½ chávena de caldo de legumes (usei 1/4 de cubo biológico da marca Rapunzel)
¼ chávena de natas
Sal e pimenta

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Numa frigideira grande aqueça o azeite e a manteiga. Salteie as endívias, deixando cada face ganhar um pouco de cor. Retire as endívias da frigideira e coloque-as num recipiente apropriado para levar ao forno. Agora, salteie as fatias de presunto na mesma frigideira. Disponha o presunto por cima e entre as endívias. Deite o caldo de legumes na frigideira, deixe ferver e com a ajuda de uma colher de pau raspe todos os pedacinhos que possam ter ficado agarrados à frigideira. Deite tudo por cima das endívias e leve o recipiente ao forno, tapado com folha de alumínio, cerca de 30 minutos. Retire a folha de alumínio e deixe assar por mais 8 minutos. Junte as natas e leve ao forno por mais 5 minutos. Tempere com sal e pimenta e sirva com fatias de pão rústico.
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