Saturday, April 24, 2010

Passeio no Chiado + Spaghetti com ricotta


Quem é que não gosta de passear no Chiado?! Deve ser a zona de Lisboa mais “walkable”, cheia de lojas, cafés, novidades, super dinâmica e interessante. Eu e a minha amiga C. demos por lá uma voltinha neste Sábado. Foi o verdadeiro e mais perfeito “girl's day out” na cidade! Andámos pelas lojas a experimentar vestidos, malas, chapéus, pusemos a conversa e as emoções em dia.


O Chiado deve ter a maior concentração de cafés giros por metro quadrado: o Vertigo, o Royale, o Kaffeehaus, e a lista continua. Hoje fomos experimentar o Quinoa, que também é padaria e mercearia gourmet.

Tenho pena que o resto do centro de Lisboa não seja assim como o Chiado. E enquanto eu e a C. caminhávamos de regresso a casa, a saborear os nossos cafés mocha e carregadas com os sacos de compras (muito NY style!), questionávamo-nos porque é que esta agitação não se propaga pela Av. da Liberdade, pela Fontes Pereira de Melo e pela Av. da República. Como é que entre a rotunda do Marquês e a praça do Saldanha há três ou quatro centros comerciais e não há um único sítio com estilo personalizado e simpático para ir tomar um café e um brunch?!


Quando cheguei a casa e depois de uma boa caminhada, decidi fazer esta massa. Eu sempre fui a favor de usar requeijão em todas as receitas que levam ricotta, mas ultimamente, a ricotta tem-me sabido melhor. Há uns dias atrás fiz um tagliatelle com ricotta e tomate cereja que ficou delicioso. Hoje fui mais minimalista: spaghetti, ricotta e pimenta - simples e perfeito!


Spaghetti com ricotta e pimenta preta (para 2 pessoas)

250gr spaghetti
200gr ricotta
Pimenta e sal a gosto

Coza o spaghetti de acordo com as instruções do pacote. Quando estiver al dente, escorra a água, guardando cerca de ½ chávena. Junte a ricotta e mexa bem. Se estiver com aspecto seco, junte a água que reservou aos poucos, até achar que a massa está com um aspecto mais cremoso. Tempere tudo com sal e pimenta acabada de moer e sirva de imediato.

Nota: esta massa seca com muita facilidade; é muito importante que coma assim que estiver pronta.

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Friday, April 16, 2010

Lembram-se da receita de banana bread?

À semelhança do banana bread, também esta receita é pouco doce mas muito agradável. Dá perfeitamente para comer por si só ou com doce e manteiga. É um óptimo mimo para ter na cozinha durante este fim-de-semana!


Walnut bread

225g de farinha com fermento
2 c.chá de fermento em pó
150g de açúcar amarelo
100g de nozes bem picadas
3 ovos
150ml de óleo vegetal
½ c.chá de canela em pó

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Junte todos os ingredientes numa grande tigela e bata com a batedeira até estar tudo homogéneo. Deite a massa numa forma do tipo “bolo inglês”, bem untada com manteiga e polvilhada com farinha. Leve ao forno durante 40-45 minutos.

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Thursday, April 15, 2010

Abóbora - Parte III


É a última receita de abóbora, prometo!
Para esta receita, inspirei-me num caril de abóbora que comi no Busaba quando fui a Londres e nos vários stir fry’s que cozinhei na minha adolescência.

Eu adoro picante e por isso não só usei dois chilis como fui um bocado trapalhona a tirar as sementes, o que significa que ficaram para aí um terço das sementes no molho... hot!!! Se não gostarem de picante, sigam a receita mas não ponham os chilis. Também podem fazer o caril só com abóbora para uma versão veggie.

Caril de frango e abóbora (para 4 pessoas)

3 peitos de frango, cortado em pedaços de 3 cm
2 chávenas de abóbora cortada em cubos de 3cm de lado
½ cebola
2 c.sopa de óleo de vegetal
Coentros para salpicar
Arroz jasmim ou basmati para acompanhar

Para a marinada do frango:
1 c.sopa de gengibre fresco ralado
2 c.sopa de molho de soja
1 c.sopa de sumo de lima

Para o molho de caril:
3 dentes de alho
2 chilis encarnados picados
1 lata de leite de coco
1 c.sopa de sumo de lima
2 c.sopa de molho de soja
1 c.sopa de açúcar amarelo
½ c.chá de curcuma (turmeric)
1 c.sopa cada de coentros em pó e cominhos em pó
1/2 cebola

Primeiro faça a marinada juntando todos os ingredientes num saco de plástico. Adicione os pedaços de frango e envolva-os muito bem na marinada. Guarde no frigorífico durante 30 min ou de preferência de um dia para o outro.
Num food processor ou trituradora, junte todos os ingredientes para o molho e triture até estar tudo homogéneo. Reserve. Num tacho aqueça as 2 colheres de sopa de óleo e salteie a abóbora e a cebola. Junte o frango e deixe cozinhar durante 5min. Adicione o molho de caril e cozinhe em lume baixo durante 15-20min. Sirva com arroz jasmim ou basmati e coentros picados.

Nota: o caril fica melhor de um dia para o outro, fica mais saboroso, mas isto é só a minha opinião :)

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Monday, April 12, 2010

Abóbora – Parte II


Na minha cozinha, tal como no resto da minha vida, as coisas acontecem na base do compromisso: se quero fazer o molho branco para a lasanha em vez de o comprar, tenho que assar as abóboras em vez de as estufar, pois só tenho um tacho grande. E se quisesse comprar outro tacho grande, tinha que provavelmente abdicar da minha forma bundt para ele caber no nosso diminuto armário, and so on… Ter uma cozinha com cerca de 1m2 sem máquina de lavar loiça torna cada receita num desafio, não só de criatividade mas também de gestão de utensílios e tempo de arrumação.

Continuando com a inspiração italiana, depois de um risotto, uma lasanha de abóbora e ricotta. Um pouco à semelhança da mistura espinafres e ricotta, mas sem fazer um creme de tudo. É uma receita que demora um pouco mais tempo e requer mais paciência, mas no final vale a pena. É aquela receita que se faz com calma, num sábado ou domingo de manhã, para a família e os amigos desfrutarem ao almoço, juntamente com uma salada fresca.


Lasanha de abóbora e ricotta (para 4 pessoas)

250gr de lasanha
250gr de ricotta
150gr Queijo mozzarella ralado
Manteiga, sal e pimenta

Recheio de abóbora
5 chávenas de abóbora cortada em pedaços
1 cebola cortada aos pedaços
3 dentes de alho esmagados
1 folha de louro
Alguns ramos de tomilho ou alecrim
Azeite, sal e pimenta

Molho branco ou bechamel
4 c.sopa de manteiga
½ chávena de farinha
700ml leite
Sal, pimenta e noz-moscada

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Num tabuleiro apropriado para ir ao forno, coloque a abóbora, a cebola, os alhos, a folha de louro, e o tomilho ou alecrim e tempere com azeite, sal e pimenta. Leve ao forno durante 30 minutos ou até a abóbora estar assada. Entretanto, faça o molho branco, levando um tacho ao lume e derreta a manteiga. Adicione a farinha e mexa bem. Deixe cozinhar durante 1 minuto, mexendo sempre. Fora do lume, junte o leite, pouco a pouco, mexendo bem entre cada adição de modo a que o molho fique homogéneo e sem grumos. Quando tiver incorporado todo o leite, leve o molho de novo ao lume e deixe ferver durante um minuto pelo menos, nunca deixando de mexer, para não formar grumos. Passe o molho por um passador, tempere com sal, pimenta e noz-moscada e reserve.

Por esta altura, as abóboras já devem estar prontas, retire-as do forno, tire a folha de louro, os raminhos das ervas e as cascas dos alhos e coloque metade da quantidade num food processor ou picadora. Triture grosseiramente, o objectivo não é ficar com um puré mas sim com umas partes mais moídas e outras mais inteiras. Repita este processo com a outra metade. Coloque tudo numa tigela e reserve. Unte um pirex com um pouco de manteiga e deite cerca de uma concha de molho branco no fundo. Disponha as folhas de lasanha, seguidas de mais molho branco, de parte da abóbora, de pequenos montinhos de ricotta espalhados aleatoriamente e de parte do queijo ralado. Tempere com sal e pimenta antes da próxima camada de massa. Repita esta ordem mais 2-3 vezes e termine com uma camada de massa, molho branco e queijo ralado. Leve ao forno durante 40-50 minutos até o topo da lasanha estar dourado.

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Friday, April 09, 2010

Perfect Weekend


Há duas publicações de fim-de-semana que para mim são indispensáveis de ler: a Hola e o artigo Perfect Weekend da revista How to Spend It, do jornal Financial Times. Sinceramente, não vos consigo explicar esta fascinação que as mulheres da minha família têm pela Hola, mas a excitação é tanta que eu e a minha mãe discutimos sobre quem é que lê a Hola primeiro. Verdade seja dita, nenhuma de nós efectivamente lê a Hola, nós só “vemos os bonecos”, comentamos a roupa, os sapatos, os penteados e as casas. Se podíamos fazer isto com a Caras ou com a Hello, sim, mas lá está, não sei porquê mas as Lolas e os Pablos da sociedade espanhola fascinam-nos mais.

Sobre a How to Spend it, já não posso dizer o mesmo, ou seja, eu efectivamente leio o artigo Perfect Wekend e adoro ficar a saber o que as pessoas conhecidas deste mundo fazem aos fins-de-semana. E quando digo pessoas conhecidas não estou a falar dos pesos-pesados do cinema e da música. Estou a falar de pessoas como Nacho Figueras, jogador argentino de Pólo, ou de Michael Tilson Thomas, director musical da Orquestra Sinfónica de São Francisco. Curiosamente ou talvez não, todas dão uma especial ênfase a onde comem e o que comem. Para mim, tornou-se numa óptima fonte de sugestões para restaurantes, cafés e sítios para passear nas mais variadíssimas cidades/localidades, desde os Hamptons a Toronto, passando por São Francisco e Paris. Eu já referi aqui no blog que não gosto de guias de cidades, e além disso não confio no que os media em geral publicam sobre restaurantes, lojas e cafés. Para mim o que realmente conta é a opinião de quem efectivamente frequenta por opção esses sítios, uma pessoa que, sabendo que tem centenas de alternativas, escolhe aquele sítio por um determinado motivo, seja ele o melhor café, o excelente serviço, a melhor vista ou aquela refeição que lhe faz lembrar o prato de infância que costumava comer em casa dos avós.


Este tipo de artigo não é novidade, o que não faltam é publicações de pessoas conhecidas a debitarem o livro preferido, o melhor filme, a música que têm no i-pod, etc, etc. Mas eu considero o Perfect Weekend o melhor artigo do género, a começar pelo título, que é muito inspirador e ainda antes de o ler já estou a imaginar uma série de acontecimentos que compõem o meu fim-de-semana perfeito – sempre diferentes, consoante a disposição do momento. Depois porque não é uma lista de coisas, é uma pequena história onde cada um escreve o que quer sobre como passa o seu fim-de-semana, e por último porque a selecção de pessoas é extremamente diversa, o que torna a informação publicada muito mais divertida de se ler.


Se quiserem dar uma espreitadela aos últimos artigos publicados, a edição online da revista é: http://www.howtospendit.com/
Bom fim-de-semana!
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Tuesday, April 06, 2010

Abóbora - Parte I

Repara, pus a abóbora estrategicamente ao lado da tua tigela para não te esqueceres de levar!” disse o M. ontem, depois do nosso famoso jantar das segundas. Olhei para a minha tigela, que nessa noite tinha levado a sobremesa (hotcakes de mel e limão – agora estou fã de hotcakes!) e vi um enorme saco cheio de abóbora, já descascada e aos cubos – um mimo! O M. e a J. são, sem dúvida, o casal que eu conheço que tem mais vegetais e fruta em casa e ontem tinham estado a “tratar” de uma abóbora que deve ter dado para aí uns 6kg, já arranjada. Eu devo ter levado um bom quilo e meio, se não mesmo 2!

Bom, então hoje cheguei a casa cheia de fome, abri o frigorífico e claro que a primeira coisa que vi foi abóbora. Não sei se acontece o mesmo convosco, mas quando tenho muita fome e pouca paciência só me apetece comer pão com qualquer coisa, de preferência salgada, mas não com abóbora. Porém, ao vê-la tão arranjadinha, pronta a usar e em tanta quantidade, achei por bem esperar um pouco, deixar o pão para o pequeno-almoço, encher-me de paciência e fazer uma refeição decente com abóbora. Lembrei-me do livro da Mafalda Pinto Leite pois tinha a certeza que ela tinha receitas rápidas com abóbora. E ali estava ela, a receita de risotto de abóbora com mel. Foi a minha inspiração. Adaptei-a um pouco, não assei a abóbora, não usei mel nem gengibre. Em vez disso, dei-lhe um sabor mais provençal, com muitas ervinhas, secas porque não tinha frescas, mas resultou bem na mesma. Ficou delicioso, super saboroso, mesmo o que queria.


Risotto de abóbora

1 ½ chávenas de arroz tipo Arborio
2 chávenas de abóbora cortada em cubos de 1,5cm de lado
1 cebola, picada
1 dente de alho. picado
1 ½ c. chá de ervas da Provença
1 caldo de legumes com ervas (usei 1 cubo biológico, da marca Rapunzel)
1 c. sopa de manteiga sem sal
2 c. sopa de azeite
Água a ferver (cerca de 750ml)
Sal e pimenta a gosto

Num tacho, ferva a água e junte o caldo de legumes em cubo, mexendo até dissolver. Deixe esta água ao lume de modo a que esteja sempre a ferver ligeiramente. É esta água aromática que vai usar para fazer o risotto. Entretanto, leve outro tacho ao lume com o azeite e salteie a cebola, o alho e as ervas durante 2 minutos. Junte a abóbora e deixe cozinhar mais 5 minutos, mexendo de vez em quando. Junte o arroz e mexa bem. Vá deitando conchas cheias da água aromática, deixando absorver cada uma totalmente antes da próxima adição, e mexendo sempre. Este processo deve demorar entre 15 a 20min. Caso seja preciso pode sempre adicionar mais água, até o arroz estar cozinhado al dente e com um aspecto cremoso. Fora do lume junte a manteiga e tempere com sal e pimenta a gosto. Antes de servir, tempere com um fio de azeite.

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Friday, April 02, 2010

Os meus primeiros morangos do ano

Ainda não são os melhores morangos, mas com um pouco de açúcar, o sabor fica mais realçado. Agora, o que é mesmo bom são estes hotcakes de ricotta. Se me perguntarem porque é que lhes chamam hotcakes, não sei, mas sei que são uma espécie de panquecas muito mais leves e saborosas. A receita é de uma das últimas revistas da Donna Hay, eu só troquei a maple butter pelos morangos.


Hotcakes de ricotta com morangos


1 1/2 chávenas de farinha com fermento
1/2 chávena de açúcar
4 ovos, gemas separadas das claras
1 1/2 chávenas de buttermilk*
1 c.chá de essência de baunilha
200g de queijo ricotta

500g de morangos, lavados e cortados em quartos
1/4 de chávena de açúcar
1/4 de chávena de água

Para fazer os morangos, leve a água e o açúcar ao lume e deixe ferver durante alguns minutos, até ficar um pouco mais espesso, tipo xarope. Deite, ainda quente sobre os morangos, misture e reserve.

Numa tigela junte a farinha, o açúcar, as gemas, o buttermilk e a baunilha e mexa tudo muito bem. De seguida junte a ricotta seguida das claras, já batidas em castelo. Leve a um lume médio-baixo uma frigideira ligeiramente untada e deixe aquecer bem. Cozinhe 2 c. de sopa da massa de cada vez, durante 3 a 4 minutos, até a massa crescer ligeiramente e ficar dourada. Sirva os hotcakes com os morangos.



NOTA: foi a primeira vez que usei buttermilk e de facto fez com que a massa ficasse bem mais leve e fofa; eu só consegui encontrar buttermilk no supermercado miosótis, em Lisboa: http://www.biomiosotis.com

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Thursday, April 01, 2010

Londres

Eu sei que tenho andado um pouco distante do blog e da cozinha, mas desta vez a ausência prolongada teve um melhor motivo: estive de férias em Londres! Não ia a Londres há séculos, tipo 15 anos e na verdade acho que nada mudou, continua aquela cidade à frente de todas as outras, com as lojas mais giras, os restaurantes mais originais e as sanduíches e bolos com melhor aspecto.

Não foi por acaso que voltei a Londres. Queria tirar um curso complementar de fotografia e continuar com o que posso já chamar de tradição de juntar um curso intensivo de um tema que me agrade particularmente com uma semana de férias numa cidade interessante (ex: curso de pastelaria em Paris, workshop de fotografia em Boston). Confesso que em condições ideais teria voltado a Nova Iorque, mas dentro das minhas limitações de tempo e tempo ($) Londres pareceu-me a melhor escolha.

Tinha uma série de conceitos básicos que queria consolidar a par com algumas dúvidas e mitos que queria esclarecer e, no geral valeu a pena. O que também valeu a pena foram todas as coisas que fiz fora das aulas de fotografia e que incluíram:

- Manhã no Broadway Market, em Mare St., perto do Regent's Canal – o mercado perfeito para o perfeito foodie, que incluiu uma visita à banca do blog Coco & Me e um passeio muito agradável ao longo do canal, numa das poucas manhãs sem chuva;

- Brunch no café 202, em Notting Hill – uma escolha muito pessoal, sou até capaz de dizer que se algum dia, eventualmente, pensasse em ter um negócio ligado à restauração, o espaço/ambiente seria definitivamente inspirado no Café 202;

- Almoço no Water House, em Shoreditch – sem dúvida a refeição mais “correcta” que tive na minha vida: os produtos são locais, sazonais e orgânicos, a água é filtrada no próprio restaurante, a energia é de origem hidro-eléctrica e os lucros do restaurante revertem a favor da comunidade – um exemplo a seguir!


- Tarde no Borough Market – é só mais um mercado mas é maravilhoso!

- Lanche na Nordic Bakery, em Soho – a melhor escolha para escapar à agitação das compras em Regent St., é um espaço super calmo e muito low profile;
- Jantar no Busaba – graças à minha prima C. conseguimos ir à noite de abertura deste restaurante em Leicester sq - óptima comida thai.


A
inda deu para fazer uma visita à loja Books for Cooks, onde tinha acabado de chegar, ainda quente da Austrália, o último livro da Donna Hay, Seasons. Mal posso esperar por começar a experimentar as receitas!
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